No final da década de 50, com cerca de 400 mil habitantes, Belo Horizonte já não era mais a cidade em que todos se conheciam. Vender “fiado” já tinha se tornado um risco para o lojista. O comércio mantinha o crescimento, mas muitas pessoas não podiam comprar à vista. Assim, foi necessário mudar a forma de vendas, o que deixou o comércio mais vulnerável à inadimplência.
Em 1957, foi criada a União dos Revendedores de Aparelhos Elétricos (Urael), por Antônio Augusto e Floriano Nogueira da Gama, que funcionava no Edifício Acaiaca, na Av. Afonso Pena. Era uma espécie de cadastro particular, que registrava o nome dos maus pagadores de eletrodomésticos. Em 1961, com uma visão empreendedora e de futuro, uma das primeiras ações dos dirigentes do CDL/BH, presidido por Oscar Nicolai, foi adquirir o direito a esse cadastro, que contava com 200 mil fichas de inadimplentes. Este foi o embrião do Serviço de Proteção ao Crédito, que cresceu junto com o CDL/BH.
Naquela época eram necessários três dias para realizar uma consulta, que era feita através de fichas de papel e por cadastristas. Hoje, em três segundos é possível obter todos os dados consultados, devido à moderna informatização do sistema. Com isso, o usuário ganhou agilidade nas consultas e segurança na concessão de crédito, com informações mais completas. A partir de 1995, iniciaram-se processos de interligações do banco de dados com outras cidades mineiras, e posteriormente com o Brasil inteiro, constituindo o SPC Brasil.