A palavra Clube, do nome Clube de Diretores Lojistas de Belo Horizonte, já não expressava mais a força de uma entidade que representava milhares de lojistas da capital, pois passava a idéia de restrição e de clube social. Assim, em 24/11/1994, o CDL passou a significar Câmara de Dirigentes Lojistas. Em 1995, foi criada a Agência para o Desenvolvimento do Centro de BH, a ADBH, formada por diversas entidades de classe, preocupadas com a degradação contínua desta região, capitaneada pela CDL/BH.
A informatização global dos serviços e produtos da entidade foi instalada na CDL/BH em 1996, na gestão do Presidente Eduardo Noronha, dando suporte necessário aos lojistas. Assim, teve início a CDL Net Interligação, operando em conjunto com os SPCs das cidades mineiras, a provedora de acesso à internet e o serviço de telemarketing. Seguindo o caminho da globalização foi implantada a Comissão de Comércio Exterior, a Comex. Em 1993, foi criado o serviço de Vídeocheque Garantido, mais um instrumento contra a inadimplência.
Em março de 1996, foi realizada a primeira “Liquida Belô”, uma megaliquidação que envolveu quase todo o comércio, garantindo o crescimento das vendas. Outras ações foram colocadas em prática para impulsionar as vendas em baixa, como concursos de vitrines do Natal e Luzes do Natal, em parceira com a PBH. Em 1997, foi criado o Centro de Tecnologia do Varejo, hoje Faculdade de Tecnologia do Comércio, a FATEC-Comércio, e lançada a revista Vitrine & Mercado, o instrumento de comunicação entre a entidade e os associados. Neste mesmo ano, a CDL/BH sediou a 38º Convenção do Comércio Lojista. Em 1999, a entidade lançou o “SOS Cidadão”. O Banco de Empregos foi criado para reduzir as dificuldades das empresas do comércio na contratação de mão-de-obra especializada.
No final da década, a CDL/BH, na gestão do Presidente Manoel Bernardes, junto com outras entidades, teve participação decisiva na Assembléia Legislativa, para pressionar os deputados na aprovação da lei que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte. Nessa época, os trabalhos para a aprovação de uma norma que possibilitasse a abertura do comércio aos domingos foram intensificados e resultaram na aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Lei 10.101, de 2001.