Lojistas preocupados com diminuição de vagas de estacionamento no Barro Preto

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A extinção de vagas de estacionamento na região do Barro Preto foi o principal tema debatido na reunião mensal do Conselho Regional CDL Barro Preto, realizado nesta sexta-feira, 23 de agosto, na sede da CDL/BH. O coordenador do Conselho, Fausto Izac, recebeu representantes da BHtrans e da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para falar a respeito do assunto.

Izac relatou a preocupação dos comerciantes locais quanto à diminuição das vagas de estacionamento devido ao projeto de revitalização. “Muitos comerciantes estão com medo de diminuir as vendas, até mesmo quebrar, devido à retirada dessas 350 vagas. É inadmissível, nós já pedimos uma posição da Prefeitura e não obtivemos resposta”, expôs o coordenador.

O Gerente de Desenho Urbano da PBH, Mauro Cesar da Silva Ribeiro, explicou que o projeto de revitalização do Polo da Moda partiu da “premissa de melhorar a qualidade ambiental e dar uma ambiência mais agradável à região”. Ele explicou também que na Rua Mato Grosso foi priorizado o pedestre. “É o único trecho onde fizemos isto, é a cereja do bolo”.     

Já o Gerente de Estacionamentos e Logística Urbana (GELOG) da PBH, Sérgio Rocha, explicou que haverá a diminuição de vagas, o projeto já está desenvolvido, e se por um lado alguns terão perdas, por outro lado, outros ganharão. “Temos que estudar o que já existe, o que nós podemos pensar é em uma reestruturada no Barro Preto. Um estudo baseado no tempo de permanência das vagas já existentes”, enfatizou.

Izac aproveitou o momento para expor a questão dos rotativos e flanelinhas na região. Segundo o coordenador existem rotativos com cinco horas, tirando o tempo que poderia ser disponibilizado para os clientes e que muitas pessoas que trabalham na região deixam as chaves dos seus carros com os flanelinhas, permanecendo o dia inteiro, sem que haja alguma fiscalização.

De acordo com Sérgio Rocha, a questão dos rotativos também pode ser estudada para que possa diminuir o tempo de permanência dos veículos. “É importante pensarmos que o comerciante tem um interesse, os alunos da faculdade tem outro, aquela pessoa que tem que acompanhar um paciente em um dos hospitais da região também tem outro, temos que levar todos esses interesses em consideração”, esclareceu.

Quanto aos flanelinhas, Rocha explicou que a BHTrans não pode mais fazer autuação fiscal, sendo necessário o acompanhamento da Polícia Militar e Guarda Municipal para multar caso seja preciso e expos a escassez de equipe de fiscalização. “Coibir a ação do flanelinha com ação integrada com a PM tem resultado, mas não temos efetivo para isso. Hoje, temos uma equipe pequena, com cerca de 10 fiscais”, concluiu.

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