PIB avança 0,2% no 2º trimestre de 2017

Economia

A economia brasileira cresceu 0,2% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º). Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,639 trilhão.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. No primeiro trimestre, a economia avançou 1,0%, interrompendo uma sequência de dois anos de PIB negativo.
 
Frente ao segundo trimestre de 2016, o PIB cresceu 0,3%. Foi à primeira alta após 12 trimestres seguidos de queda. A última vez que a taxa ficou positiva nesta base de comparação foi no primeiro trimestre de 2014, quando cresceu 3,5%.
Já no acumulado de quatro trimestres, o PIB caiu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
No primeiro semestre de 2017, o PIB apresentou variação nula (0,0%) em relação ao primeiro semestre de 2016, após uma queda de 2,7% no segundo semestre de 2016.
 
 
Setor de serviços sobe e indústria recua
 
Pelo lado da oferta, a indústria recuou 0,5% frente ao primeiro trimestre, após ter subido 0,7% no trimestre anterior. O destaque negativo foi a queda de 2,0% na construção e de 1,3% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana. Já a indústria extrativa mineral subiu 0,4%, enquanto a de transformação avançou 0,1%.
O setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB, cresceu 0,6%. Destacaram-se as altas em comércio (1,9%), atividades imobiliárias e outros serviços (0,8%) e atividade de transporte, armazenagem e correio (0,6%). Os serviços de informação caíram 2,0% e as atividades de administração, saúde e educação pública (-0,3%) e de intermediação financeira e seguros (-0,2%) tiveram variações negativas.
Contudo, na comparação com o mesmo trimestre de 2016, serviços teve retração de 0,3%, na 10ª queda seguida.
A agropecuária ficou estável (0,0%) no segundo trimestre, após uma trajetória de três trimestres seguidos de alta, chegando a crescer 11,5% no primeiro trimestre e impulsionando o PIB do período.
Consumo das famílias avança
Pela ótica da despesa, o destaque foi a expansão de 1,4% do consumo das famílias, que voltou a crescer após oito trimestres de retração e um de variação nula. Foi o primeiro avanço desde o primeiro trimestre de 2014, quando variou 1,6%.
 
Em seguida, foram oito trimestres de queda, até que no primeiro trimestre deste ano o consumo teve variação nula (0%). O IBGE revisou este dado, que havia sido negativo em 0,1% na divulgação anterior.
Já os gastos do governo recuaram 0,9%. Esta foi a maior queda desde o terceiro trimestre do ano passado e a quarta retração trimestral seguida.
 
A formação bruta de capital fixo (investimentos em bens de capital) recuou 0,7%, a quarta taxa negativa seguida no PIB. A última variação positiva do indicador foi no segundo trimestre de 2016, quando cresceu 0,4%.
 
No setor externo, as exportações de bens e serviços registraram variação positiva de 0,5%, a segunda taxa positiva seguida, mas menor que o crescimento de 5,2% no trimestre anterior.
 
Enquanto isso, as importações de bens e serviços caíram 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2017. As exportações de bens e serviços teve a segunda taxa positiva consecutiva.
 
Taxa de investimento
 
A taxa de investimento no país foi de 15,5%, a menor para o segundo trimestre da série histórica iniciada em 1996. Já a taxa da poupança, de 15,8%, é a maior desde o 2º trimestre de 2016.
Fonte: G1 – Editada

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