Inadimplência reduz entre os consumidores da capital

Economia

A desaceleração da inflação e da taxa de juros tem contribuído para que a inadimplência diminua entre os consumidores de Belo Horizonte. Como mostra o  indicador de inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). De acordo com o levantamento, o número de pessoas físicas inadimplentes registrou queda de -0,51% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2016.

Segundo a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos, esse recuo é reflexo do decréscimo da inflação (IPCA dos 12 meses até agosto de 2017 em 2,46% - IBGE), e da taxa de juros (Ago.16 em 14,25%/ Ago.17 em 9,25%, de acordo com o Banco Central). “A melhora destes indicadores econômicos vem possibilitando que as pessoas  comecem a organizar suas finanças, elas estão renegociando suas dívidas e quitando mais seus débitos,” comenta.

Na variação mensal (Ago.17/Jul.17), houve uma queda de -0,09% no número de pessoas inadimplentes em Belo Horizonte. “A redução da taxa de desemprego no segundo trimestre de 2017 (2º tri. 2017 em 13,2%/ 1º tri 2017 em 14,5% - IBGE), e a entrada de capital extra via 13º salário dos aposentados do INSS contribuíram para que os consumidores pagassem suas dívidas em agosto”, esclarece Ana Paula.

Já na análise por faixa etária na variação anual (Ago.17/Ago.16), o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou queda de -23,82%, representando a classe menos endividada no mercado. Já a faixa etária acima de 50 anos registrou o maior crescimento, +22,17%.

A economista explica que esse resultado já vem sendo observado desde o início do ano e é justificado por alguns fatores. “A queda da inadimplência entre os jovens é decorrente da entrada tardia no mercado de trabalho, e por não possuírem renda não consomem e, consequentemente, não se endividam”, expõe. “Por outro lado a faixa acima de 50 anos, os adultos, vem apresentando crescimento, pois são as pessoas responsáveis financeiramente pelas famílias e que foram impactadas pelo aumento do custo de vida e redução da renda devido à aposentadoria”, completa.

A segmentação da pesquisa por gênero mostra que as mulheres continuam mais inadimplentes (-0,41%) do que os homens (-1,20%), devido à taxa de desemprego ser maior entre o sexo feminino (mulheres 14,6% no 2º tri. 2017 e homens 11,8% no 2º tri. 2017 IBGE).

 

Número de dívidas em atraso junto ao SPC também recua

O indicador de dívidas (que mede quantidade de dívidas registradas por CPF), em atraso junto ao SPC da CDL/BH em agosto de 2017 apresentou queda, na comparação com julho (Ago.17/Jul.17), de -0,25%. Na variação anual (Ago.17/ Ago.16), também houve decréscimo de -3,93%. “Esta queda é reflexo do arrefecimento da inflação, da redução da taxa de juros e ao saque das contas inativa, via FGTS, que possibilitou aos consumidores a quitação de alguns débitos”, explica Ana Paula.

Seguindo os mesmos parâmetros da inadimplência, em agosto, a maioria das dívidas registradas junto ao SPC da CDL/BH está concentrada entre as pessoas com idade acima de 50 anos (21,14%). De acordo com pesquisa Perfil do Inadimplente (CDL/BH 2017), a dívida média dos idosos é em torno de R$ 2.156,00.

Na estratificação da pesquisa por gênero do devedor, houve redução no número de dívidas em ambos os sexos no mês de agosto. Entre as mulheres o percentual ficou em -4,18, e o dos homens em -4,21. “Esses índices são reflexos do baixo consumo entre os consumidores em geral”, finaliza a economista. O número médio de dívidas em agosto deste ano foi de 2,16 dívidas por pessoa, em agosto de 2016 era de 2,23 dívidas.

 

Metodologia – Os indicadores de inadimplência contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil e a CDL/BH tem acesso. 

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