Brasil, campeão dos impostos


O Brasil está entre os países que possuem uma das maiores cargas tributárias do mundo, por isso, o País necessita, urgente, de uma reforma tributária, pois os impostos só aumentam a cada dia.  É extremamente necessário que seja feito um amplo debate que explicite e altere a profunda desigualdade do sistema atual, que afeta a produtividade das empresas e gera desigualdades sociais. Melhorar o sistema de impostos, deixando-o menos complexo e mais justo é essencial para que o País consiga crescer e desenvolver de forma sustentável.

O peso dos impostos recai sobre os ombros de toda a população. O consumidor tem sua renda ainda mais corroída, como se não bastasse os exorbitantes tributos embutidos nos produtos. E os empresários, que já se vêm obrigados a diminuir sua margem de lucros, acabam reduzindo mais o seu faturamento. Com isso, muitos negócios e postos de emprego são fechados. O que não é bom para a economia do País e para mais ninguém.

O empresário brasileiro conhece muito bem a realidade da carga tributária, um dos maiores entraves para o crescimento do Brasil. Os tributos cobrados aqui são muito similares ao de nações desenvolvidas, estando o país no 14º lugar do ranking mundial.  A carga tributária do Brasil corresponde a cerca de 33% do Produto Interno Bruto (PIB). Para os consumidores, ela corresponde, em média, a mais de 41% do rendimento bruto de cada cidadão. Por isso, mais uma vez, o movimento lojista da capital, se une, para protestar contra a elevada carga tributária brasileira com a realização da décima segunda edição do Dia da Liberdade de Impostos (DLI).

A ação promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e pela CDL Jovem, será realizada no dia 24 de maio. O objetivo é conscientizar a população sobre a abusiva carga tributária do País. Durante o Dia da Liberdade de Impostos, diversos estabelecimentos da capital venderão produtos e serviços sem a incidência de impostos. 

Outra grande questão da carga tributária elevada é que não temos os retornos esperados. Se ao menos parte do valor dos impostos fosse revertido para a população em forma de prestação de serviços públicos de qualidade não haveria problemas. Mas, infelizmente, essa não é essa a nossa realidade. O retorno para a sociedade é pífio, fazendo com que os brasileiros tenham que pagar por serviços particulares (ou seja, em dobro), como ensino privado, planos de saúde, pedágios, entre outros.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IPBT), entre os 30 países com a maior carga tributária, o Brasil continua sendo o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol do bem estar da sociedade. Para se ter uma ideia, o Brasil tem uma carga tributária maior do que a da Suíça, que é o País que melhor faz aplicação dos tributos arrecadados, em termos de melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. O Brasil, com arrecadação altíssima e péssimo retorno desses valores, fica atrás, inclusive, de países da América do Sul, como Uruguai e Argentina.

Vivemos em um País campeão na cobrança de impostos, mas que oferece serviços de baixíssima qualidade à população. Essa situação não pode mais ser aceita. Tornar o sistema tributário brasileiro mais justo, menos regressivo (onerando excessivamente o consumo) e mais neutro (interferindo menos nas relações comerciais) é fundamental.

Mas, toda essa ação só é válida se a população entender como é pesada e injusta a carga tributária brasileira. Temos que lutar para que o Brasil passe por uma reforma tributária que conceda um novo fôlego aos negócios, fomentando o desenvolvimento econômico nacional e, consequentemente, contribuindo com a geração de mais empregos e renda. Somente assim estaremos no caminho do desenvolvimento.

 

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