Posicionamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) sobre o resultado do PIB do Brasil

Economia

O índice de crescimento (0,2%) do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2018, em relação ao trimestre anterior, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está dentro do esperado pelos setores de comércio e serviços. Diante do cenário econômico, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) já aguardava um índice menor de crescimento em relação ao resultado anterior. Durante os meses de abril, maio e junho, fatores como a greve dos caminhoneiros, elevação do câmbio da moeda americana e a instabilidade política, devido às eleições, abalaram o processo de retomada da economia. Para a CDL/BH, mesmo com o País já tendo saído da recessão, o ritmo de crescimento ainda é muito baixo. A leve alta do PIB foi sustentada pelo setor de serviços (+0,3%) e puxado para baixo pela queda da indústria (-0,6%) e dos investimentos (-1,8%).
 
O consumo das famílias, responsável por grande parte do PIB brasileiro, depois de avançar 0,4% no primeiro trimestre, ficou praticamente estável no segundo trimestre, com alta de 0,1%. O desemprego ainda elevado ajuda a explicar esse resultado, que junto com a aceleração da inflação contribuiu para reduzir o poder de compra dos consumidores. Mesmo que em percentual menor do que o do último trimestre, o resultado é importante para os setores de comércio e serviços, pois somos diretamente impactados por isso. Dependemos do avanço do consumo para aumentar as vendas e voltar a crescer e investir, gerando assim mais empregos e renda. Mas sabemos que o crescimento baseado apenas no consumo das famílias não é sustentável.
 
A economia que iniciou o ano passado sua trajetória de crescimento foi impactada com os fatores mencionados acima (greve dos caminhoneiros, alta do dólar e incertezas no ambiente político) gerando queda na confiança dos agentes econômicos e dos consumidores. Com isso, os empresários estão adiando sua decisão de investimentos e os consumidores as compras, principalmente as de longo prazo. Desta forma a economia está em um círculo vicioso que vem retardando sua retomada de maneira mais robusta.
 
A CDL/BH espera um cenário econômico melhor para o segundo semestre. Porém, sabemos que o momento vivido com a expectativa eleitoral, ainda terá um impacto no processo de recuperação da economia, que já demonstra que seguirá em ritmo lento, como apontam as projeções do PIB para o ano, revisadas para baixo. A expectativa dos setores de comércio e serviços é que com o fim do período eleitoral haja redução das instabilidades, o que pode favorecer a retomada da confiança e como consequência, os investimentos.

 

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