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Queda de 5,2% na variação anual

Sugestão de Pauta

A redução da taxa de juros e da inflação têm levado os belo-horizontinos a ficarem menos endividados. De acordo com Indicador de Dívidas em Atraso da CDL/BH, em setembro deste ano o número de dívidas registrou queda de 5,2% na variação anual (Set.19/Set.18).

Pelo terceiro ano consecutivo houve recuo do endividamento nesta base de comparação e esse percentual de queda foi o maior para o mês da série histórica que teve início em 2011. “A melhora dos indicadores econômicos, possibilitou que parte da população regularizasse suas pendências e quitasse algumas contas atrasadas, reduzindo assim o número de débitos”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. Já na variação mensal (Set.19/Ago.19), houve um recuo de 0,76%.

Na variação por gênero, o número de dívidas apresentou redução entre homens e mulheres, porém a retração foi menor para o público feminino (-5,57%), enquanto no masculino foi de -6,75%. Essa diferença é justificada pela taxa de desemprego permanecer maior entre as mulheres (2º tri.19 em 14,9% para as mulheres/2º tri.19 em 10% para os homens – IBGE). “Devido às diferenças no mercado de trabalho, as mulheres apresentam maior dificuldade para o pagamento das suas contas atrasadas”, justifica o presidente da CDL/BH.

 

inadimplência também registra queda em setembro

Na variação anual (Set.19/Set.18) a inadimplência na capital registrou queda de 0,39% em setembro. “O ambiente econômico do País vem melhorando aos poucos, e mesmo estando longe do cenário ideal, os consumidores já estão encontrando um ambiente mais propício para a regularização de sua situação financeira”, afirma Souza e Silva.

“Para o comércio, a redução da inadimplência é positiva, pois permite que os consumidores possam, aos poucos, voltar ao mercado de crédito e consumo”, acrescenta. Na variação mensal (Set.19/Ago.19), também foi registrada queda da inadimplência (0,69%).

Por faixa etária, as pessoas acima de 65 anos seguem sendo as com mais dificuldades para sair do cadastro de devedores. Para esta parcela da população foi registrada alta de 16,17% da inadimplência no mês de setembro.

“As pessoas nesta faixa etária são as responsáveis financeiras pelas famílias e sentem mais no bolso os reflexos do custo de vida. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria e precisam arcar com uma série de despesas, como saúde, alimentação, medicamentos, entre outras”, esclarece o presidente da CDL/BH.

Na variação por gênero, a inadimplência está caindo para homens e mulheres, mas a queda para o público feminino vem ocorrendo em menor intensidade (-0,95%) que a do público masculino (-1,82%).

Número dívidas das empresas da capital registra queda pela primeira vez desde 2011. Inadimplência ainda cresce, mas em ritmo menor

O Indicador de Dívidas em Atraso de pessoas jurídicas junto ao SPC da CDL/BH apresentou em setembro queda de 0,16% na variação anual (Set.19/Set.18). Esse é o primeiro recuo para o indicador nesta base de comparação desde o início da série histórica, em 2011.

“A economia do País vem se recuperando de forma gradual, assim como as empresas, que, aos poucos, vão conseguindo organizar suas finanças, aumentar sua capacidade de pagamento e reduzir o número de débitos em atraso”, explica Sousa e Silva. Também foi registrada diminuição do número de dívidas na variação mensal (Ago.19/Jul.19), a quantidade de débitos reduziu 1,08%.

Em setembro o volume de empresas de Belo Horizonte inadimplentes cresceu 4,01% na comparação com o mesmo período do ano passado (Set.19/Set.18).  Em 2018, esse percentual foi 7,32%, o que aponta que apesar de ainda estar aumentando, o ritmo é cada vez menor.

“A economia do País ainda não conseguiu apresentar o crescimento necessário para recuperar todas as perdas dos últimos três anos e permitir que os empreendimentos consigam quitar todos os seus débitos. Mas já estamos em um ambiente econômico melhor”, esclarece o presidente da CDL/BH.

“Por isso, apesar da inadimplência das empresas do varejo ainda apresentar elevação, ela vem aumentando em menor intensidade, e em percentuais mais baixos a cada ano”, conclui. Já na variação mensal (Set.19/Ago.19), a inadimplência registrou elevação de 0,23%.

Metodologia – Os indicadores de inadimplência apresentados nesse material contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil e a CDL/BH têm acesso