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Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais

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Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais produtos comercializados na data. Tíquete médio esperado é acima de R$ 260, valor 15,6% maior que no último ano

 O Dia dos Pais, que neste ano será comemorado em 9 de agosto, promete renovar o guarda-roupa e a necessaire dos homenageados na capital mineira. Segundo pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), dentre aqueles que pretendem comprar presentes (39%), a maioria vai apostar em itens tradicionais como roupas (35,8%), calçados (16,8%) e cosméticos (15,8%). Acessórios como óculos, relógios, cintos e carteiras (7,4%) e eletrônicos (4,2%) também aparecem na lista. 

O levantamento da CDL/BH mostra que os consumidores estão dispostos a investir R$ 262,20 na compra dos presentes, valor 15,6% maior que o de 2025, quando o tíquete médio foi de R$ 226,77. Entre os consumidores que pretendem presentear neste ano e também presentearam no ano passado (31,5%), 46,0% afirmam que a intenção é gastar mais. Já 41,3% estimam manter o mesmo valor desembolsado no ano anterior, enquanto 7,9% pretendem gastar menos. Já 4,8% não souberam informar ou preferiram não responder.

“O aumento do tíquete médio é um sinal positivo para o comércio de Belo Horizonte. Além da intenção de investir mais nos presentes, observamos uma concentração da demanda em categorias que têm forte presença no varejo local. Isso cria um ambiente favorável para que os lojistas ampliem as vendas por meio de boas estratégias de atendimento, promoções e ofertas alinhadas ao perfil do consumidor”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. 

Além dos presentes, uma comemoração especial foi citada por 36,5% dos entrevistados, sendo que almoço em família (79,5%) e ida a um restaurante (15,1%) são as respostas mais recorrentes. O gasto médio estimado para essa celebração é de R$ 340,30. 

Com os pais liderando a lista de homenageados (67,9%), os maridos e pais dos filhos (23,1%), avôs (5,1%), irmão (5,1%) e filho (3,8%) também serão presenteados. 

Ainda que o número de pessoas que não vão presentear seja alto (58%), o motivo é justificado pela ausência da figura paterna (69%) e distância física do homenageado (9,5%).  Também são apontados fatores como situação financeira delicada (6%), não ter o hábito de presentear (4,3%), endividamento (2,6%) e desemprego (1,7%). 

Lojas físicas e pagamento por PIX são destaques

O varejo físico participa da intenção de compra de 74,4% dos entrevistados, evidenciando seu papel predominante nas escolhas de consumo para a data comemorativa. A relevância das lojas físicas se destaca ainda mais ao observar que, além dos 59% dos consumidores que pretendem realizar suas compras exclusivamente nesse canal, outros 15,4% planejam combinar compras presenciais e online. 

Os principais pontos físicos citados pelos entrevistados são shopping center (31,2%), lojas de rua (31,2%), shopping popular (7,8%), mercados (3,9%), outlets (3,9%), pequenos comerciantes (2,6%) e feira livre (1,3%). Não souberam ou não responderam somam 3,9%. 

O pagamento à vista será predominante (60%), sendo o PIX a principal modalidade (30,8%).Entre aqueles que optarão pelo pagamento a prazo (40%), a média será de até três parcelas. 

“A preferência pelas lojas físicas demonstra que o consumidor valoriza a experiência de compra, especialmente em uma data marcada pelo vínculo afetivo. Poder comparar produtos, receber orientação dos vendedores e sair da loja com o presente em mãos continuam sendo diferenciais importantes. Já o PIX se consolida como um meio de pagamento que oferece agilidade e segurança para consumidores e lojistas”, analisa Souza e Silva. 

Compras às vésperas da data

A maior movimentação do comércio será na semana que antecede o Dia dos Pais. Entre os consumidores que pretendem comprar o presente neste período, a falta de tempo aparece como um dos principais motivos, sendo mencionada por 27,9% dos entrevistados. Além disso, 27,9% afirmam que costumam deixar a compra para a última hora por hábito, enquanto 9,8% preferem aguardar por inspiração antes de escolher o presente.

Metodologia

A pesquisa ouviu 200 consumidores da capital mineira entre os dias 22 e 25 de junho. Considerando a amostra como aleatória,obtém-se um intervalo de confiança de 95% e um erro amostral de 6,9%.

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