Notícias - 28 de março de 2017 PIB recua 3,6% em 2016 Apoio ao Comércio Em um ano marcado por turbulências políticas, a economia brasileira encerrou o ano de 2016 com um registro de queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com dados divulgados pelo IBGE. Foi o segundo ano seguido de queda do indicador, que já havia recuado 3,8% em 2015. Dessa forma, o país acumulou uma queda de 7,2% no acumulado de 2015 e 2016, sendo a pior recessão já registrada pelo IBGE. Analisando em nível de cenário econômico, podemos dizer que a economia brasileira voltou ao mesmo patamar do terceiro trimestre de 2010. Diferentemente de anos anteriores registrados em queda, no ano de 2016, além da profundidade, a recessão durante esse período se destaca por sua dispersão em todos os setores da economia, sendo eles a agropecuária com queda de 6,6%, seguido pela indústria (queda de 3,8%) e pelos serviços, que representa mais de 70% do PIB, que recuou em 2,7%. O setor de serviços é um dos que mais sente a queda do nível de consumo brasileiro, provocado pelo alto desemprego e pelo movimento de perda de renda da população. O mesmo movimento foi percebido na indústria. A queda de 2,4% no PIB industrial do quarto trimestre de 2016 ante o mesmo trimestre do ano anterior foi a mais branda em 11 trimestres consecutivos de perdas. No PIB da Agropecuária, o recuo de 5,0% foi o quarto consecutivo, mas o menos intenso do período. Já o Consumo do governo teve ligeira redução de 0,1%, menor recuo em sete trimestres seguidos de perdas. A retração de 2,9% no Consumo das famílias no quarto trimestre de 2016 ante o mesmo trimestre de 2015 completou oito trimestres consecutivos de quedas, mas foi o menos intenso desde o segundo trimestre de 2015. A expectativa do mercado é que o desempenho no primeiro trimestre deste ano, já esteja em patamares positivos. Para 2017, a projeção é de crescimento de 0,5% do PIB (pesquisa Focus do BC). A queda da inflação e a redução da taxa de juros pelo BC são as principais razões para o ânimo do mercado. O esperado é que, com isso, famílias e empresários voltem a consumir e investir, ou seja, que o ano de 2017 seja um contraste do ano anterior. Publicações similares Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Inadimplência dos consumidores de BH no mês de fevereiro fica abaixo da média nacional Apesar do crescimento de 6,02% em fevereiro, capital mineira apresenta desempenho mais favorável que o país … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 MEI e Simples podem mudar: projeto avança e anima o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, caso o PLP 108/2021 seja aprovado em definitivo, haverá impacto positivo para as … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, queda é um bom caminho para a retomada de investimentos, melhora no acesso … Apoio ao Comércio 17 de março de 2026 Networking entre mulheres empreendedoras é tema de encontro na CDL/BH Márcia Machado, criadora da primeira loja colaborativa materna do Brasil, discute a importância das conexões para …