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CDL/BH debate sobre segurança na regional Barreiro

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A CDL/BH se reuniu com empresários da regional Barreiro e representantes do 41º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais nesta quinta-feira, 22 de setembro, para debater, propor e receber sugestões de melhorias para a segurança na região. De acordo com lojistas ouvidos pela entidade, houve no último ano, um aumento considerável da sensação de insegurança no local. 
 
Para o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, nosso sistema de defesa social, formado pelas polícias Militar, Civil, e outros agentes, está ineficiente. “Precisamos nos sentir seguros para nos deslocarmos, nossos empregados chegarem ao trabalho e nossos clientes fazerem suas compras tranquilamente”, disse. Segundo Falci, temos que cumprir nossa parte, nos mobilizando para melhorar esta questão. Ele colocou a CDL/BH à disposição de todos para intervir no que for necessário, dialogar e coletar sugestões.
 
O Tem. Cel. Alvim, responsável pelo 41º Batalhão, apresentou a estrutura de funcionamento da instituição, estratégias de atuação e os principais entraves para melhorar a segurança no Barreiro. Segundo ele, a regional possui uma população de cerca de 300 mil habitantes, e conta atualmente com uma estrutura de 418 homens para o policiamento de toda a regional. São 716 habitantes para cada policial. Para ele, esse número não é insuficiente. Além disso, o Tenente aponta a fragilidade da nossa legislação, como um dos principais problemas para o combate à violência. “Você prende uma pessoa hoje e logo ela está nas ruas novamente. Nossa legislação não pune para que o sujeito não volte a cometer crimes”, disse. 
 
Falta de participação – Outra questão apontada pelo Tenente é a falta de interesse da população local em dialogar com a PMMG. Segundo ele, existem várias redes de comerciantes ou vizinhos protegidos na região, mas com pouca participação. “O lojista não entende que ao fazer parte dessa rede, ele tem que se preocupar com o vizinho da frente também e não só com sua loja. A rede só funciona se cada um participar ativamente”, disse. Além disso, o 41º tenta promover encontros com a população para entender os problemas de segurança, mas as pessoas não comparecem.
 
Camelôs – Os empresários presentes cobraram uma atuação mais efetiva do Batalhão para coibir a atividade dos camelôs, que se instalam na frente de suas lojas, impedindo o fluxo de clientes até às lojas. Mas o Tenente explicou que em relação aos camelôs só pode agir ao ser acionado pela fiscalização da Prefeitura de BH, e que os lojistas devem cobrá-la.
 
Roubos – Segundo os lojistas, é comum haver a incidência de roubos e nos horários de abertura ou fechamento das lojas, e para não se tornarem vítimas deste delito, os empresários tem aguardado para abrir ou fechar o estabelecimento no mesmo horário dos vizinhos de comércio. Para eles, a Polícia Militar tem que atuar com mais rigor nas rotas de fugas dos criminosos, pontos conhecidos por todos na região.
 
 

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