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O poder dos novos consumidores brasileiros

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Os novos consumidores brasileiros, a classe C, que somam hoje 52% da população do país, e que devem movimentar R$1 trilhão só este ano, foi o tema da palestra do comunicólogo e presidente da empresa Data Popular, Renato Meirelles, realizada pela CDL/BH, com apoio do Sebrae-MG, nesta terça-feira (22). 


 


De acordo com Meirelles, que dedicou sua carreira a conhecer e entender os hábitos de consumo das classes mais populares do Brasil, a classe C teve crescimento expressivo nos últimos 10 anos, passando de 38% da população, para 52% em 2012. Para ele, a causa desta mudança foi o incremento de mais de 20 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, e não a concessão dos programas assistenciais do governo, como o Bolsa Família.


 


Com a carteira assinada, o trabalhador brasileiro pode planejar melhor seus gastos, ele passa a ter um período de férias para poder viajar, recebe o 13º salário para gastar mais, e conquista crédito na praça, segundo Meirelles. Para ele, o aumento real do salário mínimo ao longo da última década também contribuiu para esse cenário. Somente no ano passado, 7,5 milhões de pessoas viajaram de avião pela primeira vez. 


 


A nova classe média possui valores distintos das classes A e B em relação ao consumo. Enquanto as classes A e B privilegiam a exclusividade em relação aos produtos, a C prefere quantidade, e ela vivencia isso melhor durante as refeições. É por meio da fartura na mesa, que a classe C consegue enxergar a sua mudança de vida. “Na visão deles, se não sobrar é porque faltou”, diz Meirelles.


 


E essas pessoas estão mais exigentes, interessadas em produtos de qualidade, por um preço justo, valorizam as marcas e também estão abertas a experimentar produtos novos. No supermercado, por exemplo, elas passaram nos últimos 10 anos a consumir de 27 para 42 categorias de produtos diferentes.  


 


Segundo Meirelles, a classe C é um grande mercado a ser explorado, e quem souber como, se dará bem. É necessário conhecer seus desejos, saber como abordar essas pessoas, pois elas possuem um repertório cultural diferente. As empresas que já atingiram esse público são claras, didáticas, transparentes e apostam no relacionamento. “O Brasil está mudando e continuará e mudar muito, e quem quiser empreender neste novo cenário precisa conhecer esse mercado”, afirma. 


 

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