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Após três anos de queda, vendas crescem no acumulado do ano

Sugestão de Pauta

Resultado da melhora do ambiente econômico dos últimos meses, pela primeira vez, desde 2014, as vendas apresentaram crescimento no acumulado do ano (Jan.17-Out.17/Jan.16-Out.16). O aumento foi de 0,14%.  Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, o cenário menos adverso do que no ano passado e os indicadores macroeconômicos (inflação e juros), apresentando decréscimos desde o início de 2017, estão contribuindo para que as pessoas voltem a consumir. “O país está apresentando sinais consistentes de recuperação, o crescimento ainda é pequeno, mas já demonstra que as vendas estão tomando fôlego novamente”, explica Falci. “Fatores como juros menores, aumento do rendimento real e queda da inflação, tem um impacto positivo direto no orçamento das famílias. Que, gradualmente, estão voltando a adquirir bens”, completa.

Os setores de drogarias e cosméticos (+2,47%) e de artigos diversos, que incluem acessórios em couro; brinquedos; óticas; caça; pesca; material esportivo; material fotográfico; computadores e periféricos; e artefatos de borracha (+2,45%), foram os que se destacaram no aumento de vendas no acumulado do ano. Os demais setores ficaram assim: vestuário e calçados (+1,07%); supermercados (+0,75%); veículos e peças (+0,49%); Papelarias e Livrarias (+0,43%). Os que apresentaram queda foram: móveis e eletrodomésticos (-0,36%) e material elétrico e de construção (-0,04%).

Nos últimos doze meses (Nov.16-Out.17/Nov.15-Out.16), o varejo acumulou queda de 0,17% nas vendas. Apesar do resultado ainda negativo, este é o menor decréscimo em três anos nesta base de comparação e indica a desaceleração do ritmo de queda. “O mercado ainda está em processo de recuperação, o PIB, por exemplo, já aponta crescimento (0,60% em 2017 e 2,10% em 2018, segundo o Banco Central)” diz Falci. “A melhora deste cenário têm devolvido a confiança dos agentes econômicos, o que impacta positivamente no investimento produtivo que gera emprego e renda e consequentemente aquece o consumo”, acrescenta.

Vendas crescem quase 2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior

Reflexo do efeito positivo da recuperação da atividade econômica, da redução da taxa de juros, da inadimplência e do crescimento do rendimento real (3º tri. 2017 em 4,2%/ 3º tri 2016 em 3,6% – segundo IBGE), as vendas registraram alta de 1,98% em outubro, comparando-se com o mesmo mês do ano anterior (Out.17/Out.16). “A conjunção destes fatores revigora o poder de compra das famílias, impactando positivamente nas vendas. A taxa básica de juros, por exemplo, constitui um fator favorável ao consumo, tendo em vista o custo menor para se obter crédito”, esclarece o presidente da CDL/BH.

Nesta base de comparação (Out.17/Out.16), todos os setores apresentaram crescimento. São eles: artigos diversos (+9,02%); vestuário e calçados (+2,54%); Papelarias e Livrarias (+2,39%); supermercados (+1,68%); móveis e eletrodomésticos (+1,3%); veículos e peças (+1,15%); material elétrico e de construção (+0,98%) e drogarias e cosméticos (+0,06).

Vendas do Dia das Crianças contribuiu para o aquecimento do comércio em outubro

O índice real de vendas apresentou crescimento de 0,84%, na comparação com o mês imediatamente anterior (Out.17/Set.17). Outubro contou com a comemoração do Dia das crianças, o que contribuiu para que as vendas tivessem uma elevação frente a setembro. Nesta base de comparação (Out.17/Set.17), o setor de artigos diversos foi o que teve o melhor desempenho (+7,3%). O resultado dos demais setores foi: vestuário e calçados (+3,23%), Papelarias e Livrarias (+2,97%;) drogarias e cosméticos (+1,92%); supermercados (+1,88%). Os que apresentaram queda: veículos e peças (-1,27%); material elétrico e de construção (-0,94%) e móveis e eletrodomésticos (-0,14%).