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Belo-horizontinos estão mais confiantes na economia

Sugestão de Pauta

Os consumidores da capital mineira estão mais otimistas com a economia do País.  O resultado é comprovado pelo Índice de Confiança do Consumidor do terceiro trimestre de 2018 (Jul/Ago/Set), medido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), que avançou 4,8 pontos, passando de 47,9 para 52,7 pontos. Para a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos, este crescimento na confiança está vinculado à expectativa de melhora no cenário econômico. “Os belo-horizontinos estão enxergando que aos poucos a economia e a situação geral do País vêm melhorando, por isso estão recuperando a confiança. A leve desaceleração do desemprego e a possibilidade de criação de novas vagas de trabalho com os novos governantes também contribui para isso”, explica Ana Paula.

Na segmentação por faixa etária, o Indicador de Confiança do Consumidor apontou que os jovens (de 18 a 24 anos) são os mais esperançosos com o futuro da economia interna do País. Já as pessoas acima de 65 anos são as menos otimistas. O índice dessa faixa etária permanece abaixo do nível neutro dos 50 pontos, registrando 48,9 pontos. “Os idosos vêm sentindo mais os reflexos do aumento do custo de vida, pois são os responsáveis financeiramente pelas famílias. Além disso, a maioria dessas pessoas é aposentada e teve uma redução da renda. Por isso essa faixa etária permanece receosa” analisa a economista da CDL/BH.

Entre os gêneros, o levantamento mostrou que a confiança subiu em ambos os sexos em relação à economia e às finanças pessoais. O resultado para os homens foi de 50,6 pontos e para as mulheres o indicador ficou em 50,8 pontos.

Percepção sobre os últimos seis meses é positiva e registra maior resultado da série histórica

O indicador de condições gerais, que representa as percepções dos consumidores em relação ao cenário econômico e às finanças pessoais nos últimos seis meses, avançou 9,4 pontos e registrou 50,2 pontos no terceiro trimestre de 2018. Após ficar abaixo do nível neutro no trimestre anterior, o indicador registra o melhor resultado já alçando da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de 2017. “Essa melhora na percepção dos consumidores é reflexo da queda na inflação, da taxa de juros e da desaceleração do desemprego”, comenta Ana Paula.

A percepção dos consumidores sobre a situação econômica do País nos últimos seis meses melhorou. O indicador chegou a 31,1 pontos. Já em relação às finanças pessoais, o indicador ficou em 69,2 pontos, sendo este o maior resultado já registrado. Na opinião da economista da CDL/BH isso demonstra que os consumidores estão conseguindo organizar sua vida financeira e ter maior controle sobre seus rendimentos.

Cai a expectativa para os próximos seis meses

Os consumidores permanecem otimistas em relação ao cenário econômico e às finanças pessoais para os próximos seis meses. Porém, houve uma leve queda de 4,1 pontos no indicador de expectativa geral, que registrou 57,9 pontos no terceiro trimestre de 2018. O subindicador de expectativa para o cenário econômico também recuou e ficou em 51,9 pontos, assim como o de finanças pessoais, que caiu para 63,9 pontos. “Mesmo com redução, este indicador mostra que os belo-horizontinos estão confiantes que o último trimestre de 2018 e o primeiro de 2019 serão melhores, principalmente em relação a seus rendimentos”, finaliza a economista da CDL/BH.

Metodologia – O Indicador de Confiança do Consumidor mensurado pela CDL/BH é formado por quatro indicadores individuais, sendo eles: condições atuais da economia brasileira, condições atuais das finanças pessoais, expectativa para a economia brasileira e expectativa para as finanças pessoais. A média desses indicadores é utilizada para o cálculo do indicador de confiança dos empresários.

Quando um desses indicadores vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos consumidores. A escala do indicador varia de zero a cem. Onde zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito” e cem indica a situação máxima em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

Foram ouvidos 300 consumidores de Belo Horizonte entre os dias 23 de outubro a 6 de novembro.