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Confiança dos belo-horizontinos na economia caiu após alta de nove meses consecutivos

Sugestão de Pauta

Os consumidores da capital mineira não estão otimistas com a economia do País.  O Índice de Confiança do Consumidor do segundo trimestre de 2018 (Abr/Mai/Jun), medido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), recuou 8,2 pontos, passando de 56,1 para 47,9 pontos. Esta é a menor pontuação desde o segundo trimestre de 2017 (41,1 pontos). Desde então o indicador vinha apresentando crescimento, mas alguns fatores abalaram a confiança dos belo-horizontinos. A greve dos caminhoneiros é um deles, pois gerou uma crise de abastecimento no País e elevou a inflação, resultando em redução do poder de compra das famílias.  As incertezas no quadro político, devido às eleições de outubro, também é outro ponto que vem interferindo na confiança dos moradores da capital. 

Para o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, o cenário descrito teve impacto direto na confiança dos consumidores. “A greve dos caminhoneiros do final de maio contribuiu para o aprofundamento da tendência de queda da confiança que se desenhava no segundo trimestre de 2018. Este, talvez, foi o maior impacto gerado com as paralisações”, explica. “Com perspectivas negativas sobre o mercado de trabalho e inadimplência ainda elevada, as famílias estão cautelosas com os gastos, e não conseguem enxergar uma melhora efetiva da economia”, acrescenta.

Entre os gêneros, o levantamento mostrou que a confiança caiu em ambos os sexos em relação à economia e às finanças pessoais. O resultado para os homens foi de 49,1 pontos. Já para as mulheres, o indicador ficou em 48,4 pontos. Na segmentação por faixa etária, o Indicador de Confiança do Consumidor, no segundo trimestre de 2018, apontou que as pessoas acima de 65 anos são as menos otimistas com a economia do País. O índice dessa faixa etária teve uma queda brusca de 17,9 pontos e chegou a 47,6 pontos. “Os idosos sentiram mais os impactos causados pelo recente aumento da inflação, pois são as responsáveis financeiramente pelas famílias. Além disso, a maioria dessas pessoas é aposentada e tive uma redução da renda. No entanto, apresentam uma elevação no custo de vida devido aos gastos com saúde (remédios, plano de saúde, etc.)”, analisa Falci. Já os consumidores mais jovens são os mais otimistas, o indicador chegou a 56,1 pontos.

Percepção sobre os últimos seis meses é negativa, indicador reduziu 9,1 pontos

O indicador de condições gerais, que representa as percepções dos consumidores em relação ao cenário econômico e finanças pessoais nos últimos seis meses, registrou 40,8 pontos no 2° tri/2018. Segundo o presidente da CDL/BH, “este índice menor do que o dos últimos três trimestres indica que os consumidores estão sentindo que o  ambiente econômico vem piorando nos últimos meses”, comenta.

A percepção dos consumidores sobre a situação econômica do País nos últimos seis meses piorou. O indicador chegou a 28,5 pontos (no 1º tri/2018 foi registrado 41,1 pontos). Já em relação às finanças pessoais, o indicador ficou em 53,2 pontos, o resultado é o menor desde o 2º tri/2017 (30,9 pontos).

Cresce a expectativa para os próximos seis meses

Os consumidores estão otimistas em relação ao cenário econômico e às finanças pessoais para os próximos seis meses. O indicador de expectativa geral registrou 62 pontos no 2º tri/2018. Já o subindicador de expectativa para o cenário econômico teve um leve recuou e ficou em 54,7 pontos, e o de finanças pessoais cresceu e atingiu 69,4 pontos. “O belo-horizontino está confiante que o segundo semestre do ano será melhor, principalmente em relação a seus rendimentos”, finaliza o presidente da CDL/BH.

Metodologia – O Indicador de Confiança do Consumidor mensurado pela CDL/BH é formado por quatro indicadores individuais, sendo eles: condições atuais da economia brasileira, condições atuais das finanças pessoais, expectativa para a economia brasileira e expectativa para as finanças pessoais. A média desses indicadores é utilizada para o cálculo do indicador de confiança dos empresários.

Quando um desses indicadores vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos consumidores. A escala do indicador varia de zero a cem. Onde zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito” e cem indica a situação máxima em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

Foram entrevistados 300 consumidores entre os dias 28 de junho a 17 de julho.