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Consumidor vai desembolsar em média R$ 138,40 por presente do Dia dos Namorados

Sugestão de Pauta

Os consumidores da capital pretendem investir mais nos presentes para o Dia dos Namorados deste ano. Segundo os dados da pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o tíquete médio será de R$ 138,40. Este valor é 3,6% maior em relação ao registrado em 2017. “Mesmo que em ritmo lento, a economia do País vem apresentando sinais de recuperação. Com isso, o consumo tem crescido, assim como o percentual dos recursos que são destinados para as compras dos presentes”, esclarece o vice-presidente da CDL/BH, Marco Antônio Gaspar. Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada entre os dias 26/4 a 28/5, período anterior ao final da paralisação dos caminhoneiros, o que poderá impactar a opinião e comportamento dos consumidores daqui pra frente.

Para a maioria dos entrevistados (28%), o valor dos presentes deve ficar entre R$ 50,01 e R$ 100. A média de gastos da classe A/B deve ser de R$ 186,71. Entre a classe C/D o valor deve ficar em torno de R$ 146,51 e na classe E, R$ 86,97. Já entre os gêneros, o tíquete médio das mulheres será mais alto (R$ 137,27) que o dos homens (R$ 131,15). Na abertura da pesquisa por regiões da cidade, os consumidores das Regionais Pampulha (R$ 144,87), Centro-Sul (R$ 142,81) e Noroeste (R$ 135,07) são os que apresentaram os maiores valores para o tíquete médio.

O valor desembolsado pelo consumidor neste Dia dos Namorados pode variar conforme o tipo de produto escolhido. Quem for presentear com calçados e acessórios irá desembolsar o maior valor, o tíquete médio para estes itens será de R$ 145,51. A compra de joias e bijuterias deve girar em torno de R$ 134,21. Já os menores valores pagos serão em perfumes e hidratantes (R$ 130,66) e roupas (R$ 122,11).

O dinheiro será a forma de pagamento mais utilizada para 40,4% dos consumidores. “As pessoas estão buscando maneiras de evitar o endividamento, por isso elas vão optar pelas compras à vista”, esclarece o vice-presidente da CDL/BH. Outras alternativas de pagamento citadas foram: parcelado no cartão de crédito em até quatro vezes (22,5%), cartão de débito (19,4%), à vista no cartão de crédito (16%), parcelado no cheque (0,8%); à vista no cartão da própria loja (0,5%); parcelado no cartão da própria loja (0,5%).

Roupas, calçados e acessórios são as opções preferidas para presentear. 57,1% vão realizar compras perto de casa

Os itens de vestuário devem ser os mais procurados para o Dia dos Namorados deste ano. As roupas são a melhor escolha de presente na opinião de 36,4% dos consumidores, seguida pelos calçados e acessórios (17,1%). As outras opções de presentes citadas foram: perfumes e hidratantes (13,8%); joias/bijuterias (10,2%); bombons (7%); maquiagens/cosméticos (4,8%); flores (3,7%); livros (3,2%); produtos esportivos (1,2%); eletrodomésticos/eletrônicos (0,8%); itens de decoração (0,8%) e viagem (0,8%).

Quando perguntados sobre o número de presentes, a maioria dos entrevistados (90,3%) afirmou que irá comprar apenas um item para o parceiro (a). Pela comodidade, a maioria dos entrevistados prefere fazer as compras perto de casa (57,1%) ou perto do trabalho (35,6%). As lojas dos shoppings centers (58,2%) e as lojas de rua em centro comercial (33,3%) serão as mais procuradas.

Quase 60% dos consumidores irão presentear no Dia dos Namorados. Entre os que não irão (41,8%), a principal justificativa são os problemas financeiros

Por ser uma data comemorativa com considerável apelo emocional e que movimenta dois mercados, masculino e feminino, a maioria dos consumidores (58,2%) afirmou que irá presentear no Dia dos Namorados.

Entre os 41,8% que disseram que não irão comprar presentes, os problemas financeiros são o principal motivo, na opinião de 37,9% dos entrevistados. “Esse comportamento é ainda mais evidente entre os consumidores da classe E, em que 41,1% disseram que não vão presentear, pois ainda estão com as finanças instáveis”, comenta Gaspar.

Para maioria dos consumidores (36,3%), a comemoração do Dia dos Namorados ficará restrita ao presente

A maior parte dos consumidores entrevistados (36,3%) afirma que não vai comemorar o Dia dos Namorados neste ano. Entre os que vão celebrar a data, a opção preferida será o jantar em restaurante (26%). Demais opções de comemorações citadas foram: almoço em casa (12,5%); almoço fora (6%); lanchar fora (5,7%); cinema/teatro (5,2%); hotel/pousada (4,3%); motel (2,1%); viagem (1,9%). O custo médio das comemorações deve ficar em R$ 140,95.

Maioria dos consumidores comparam preços. Hábito é mais frequente entre as mulheres

Para 53,5% dos consumidores entrevistados é um hábito frequente pesquisar o valor dos presentes em diferentes lojas, antes de efetuarem as compras. Os que fazem este tipo de levantamento às vezes totalizam 26,6%. Os consumidores que raramente ou nunca realizam comparação dos valores somam 19,8%. Entre as classes sociais, a classe A/B é a que mais faz pesquisa de preço (79%). Entre os gêneros, as mulheres (68,6%) são as que mais fazem pesquisa de preço.

Preço é decisivo no momento da compra para 25,3% dos entrevistados.

Para 25,3% dos consumidores, o preço dos produtos é o que mais os atrai durante as compras. O segundo ponto que chama a atenção dos entrevistados é a agilidade no atendimento, com 15,8% das respostas.  O bom atendimento (14,4%) e a qualidade dos produtos (10,4%) também aparecem entre os principais atributos que favorecem as compras.

Já o principal fator que pode dificultar as compras, segundo a maioria dos entrevistados (27,8%) é o alto preço das mercadorias. As demais dificuldades apresentadas foram: falta de agilidade no atendimento (14,6%); juros altos (11,3%); falta de cordialidade (11,1%) e outros (10,7%).

Metodologia – Foram entrevistados 305 consumidores de Belo Horizonte e Região Metropolitana, no período de 26 de abril a 28 de maio 2018.