Imprensa -

Copa do Mundo de Futebol na Rússia

Sugestão de Pauta

Próximo ao início da Copa do Mundo da Rússia, a expectativa dos empresários de Belo Horizonte é de que o evento esportivo aqueça a economia e fomente o crescimento das vendas. Pesquisa realizada pela CDL/BH mostra que 48,5% dos lojistas estão esperando um retorno positivo nos negócios com o mundial.

Entre eles, 53,4% estimam que as vendas irão crescer no período dos jogos. “O brasileiro é apaixonado por futebol, por isso acaba sendo motivado a adquirir itens que remetam à ocasião. Então, essa é uma excelente oportunidade para o setor incrementar as vendas”, afirma o vice-presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. Entre os empresários que não esperam retorno (51,5%), as principais justificativas apresentadas foram de que o número de pessoas é reduzido (29,1%) e que o evento não tem impacto nas vendas (25,2%).

Motivados pela perspectiva de melhora nos negócios, 67,2% dos empresários estão se preparando para o evento, entre eles a maior parte (40%) está investindo em produtos com o tema da Copa, e 27% decoraram a loja. Já os que não estão planejando nenhuma ação (32,8%), grande parte (57,1%) alegaram que ainda estão decidindo a respeito, e 10,4% estão prevendo redução no volume de vendas. Porém, cabe ressaltar que a pesquisa foi realizada entre os dias 7/5 a 21/5, período anterior à paralisação dos caminhoneiros, que durou 11 dias e gerou queda nas vendas em todo comércio, o que pode afetar a expectativa dos empresários.

Tíquete médio é maior na Regional Centro-Sul

O tíquete médio esperado pelos entrevistados que acreditam que irão ter alta nas vendas com o evento esportivo será de R$ 87,90. Entre as Regionais, os empresários da Centro-Sul são os que estão esperando maior valor (R$ 113,52), na sequência aparecem os da Pampulha (R$ 111,05).  Já o menor valor (R$ 40,63) foi registrado na região do Barreiro.

A pesquisa também mostra que o valor a ser desembolsado pelo consumidor pode variar conforme o tipo de estabelecimento escolhido. Segundo os empresários, quem for adquirir artigos esportivos deve desembolsar em média, R$ 116,95. “Esse resultado se dá devido ao perfil destes itens, como as camisas oficiais das seleções, que apresentam um valor mais alto”, comenta o vice-presidente. Já para calçados o preço será de R$111,09. Em seguida estão: vestuário (R$ 106,18) e bares e restaurantes (R$ 51,27). De modo geral, para a maioria dos comerciantes (23%), o consumidor deve gastar até R$ 30. Outros 22,2% acreditam que o valor será entre R$ 30,01 e R$ 50.

Cartão de débito será a forma de pagamento mais usada

Para a maioria dos empresários (34,8%), o meio de pagamento mais utilizado para as compras da Copa do Mundo será o cartão de débito, em seguida aparece o parcelado no cartão de crédito com 28,7%. As demais formas de pagamento citadas pelos empresários foram: dinheiro (20,4%); à vista no cartão de crédito (10%); à vista no cheque (3%); parcelado no cartão da própria loja (2,2%); à vista no cartão da própria loja (0,4%) e parcelado carnê/crediário (0,4%).

Contratação temporária será baixa para a Copa do Mundo

Quando questionados sobre a contratação de funcionários, apenas 3,4% afirmaram que irão aumentar o quadro de empregados da empresa para o evento esportivo.  O restante (96,6%), não vai alterar o número de funcionários. Entre eles (76,6%), consideram que a equipe atual já atende a demanda para a ocasião.

Outro ponto que chama atenção no levantamento é em relação ao funcionamento das lojas. A maioria dos lojistas afirmou que só irá fechar os estabelecimentos no horário dos jogos (44,8%) e 21,6% vão ficar abertos mesmo durante a transmissão das partidas da seleção.

Metodologia – Foram entrevistados 232 empresários de Belo Horizonte, no período de 7 de maio a 21 de maio de 2018.