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Emprego e vacina são as prioridades dos brasileiros, aponta pesquisa divulgada pela CDL/BH

Sugestão de Pauta

Para metade dos entrevistados, o setor ainda está adormecido. Em Belo Horizonte, 78% acreditam que o ambiente econômico não irá melhorar este ano

Uma pesquisa realizada em todas as capitais do país revelou que para os brasileiros o combate ao desemprego (44%) e a vacina para o coronavírus (42%) devem ser considerados prioridades do governo para que o crescimento econômico seja retomado ainda em 2021. Depois da vacina e do emprego estão a saúde pública (38%) e a educação (34%). O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas. Foram entrevistadas 692 consumidores das 27 capitais brasileiras.

 “Essa pesquisa comprova que o poder público não pode separar a saúde da economia. Ambas precisam andar juntas. Além de buscar a vacinação em massa com a máxima urgência, o poder público, em todos os níveis, precisa elaborar um plano para a recuperação das atividades econômicas que mais foram prejudicadas”, pontua o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva.

Ainda de acordo com a pesquisa, é esperado um aumento na inflação (41%, com aumento de 20% em relação a 2019), aumento da inadimplência (41%, aumento de 18,5% em relação a 2019) e aumento da pobreza e da desigualdade social (36%). Em Belo Horizonte, a inadimplência segue em baixa. O último mês de 2020 fechou com queda de 7,39% na comparação com o mesmo período de 2019. Contudo, dentre os jovens de 18 a 24 anos a inadimplência cresceu 62,13%.

Recuperação econômica

Quando questionadas sobre a velocidade da retomada do crescimento econômico, três em cada dez pessoas (29%) acreditam que o país já iniciou a recuperação. Para 24% está acontecendo de forma lenta. Apenas 5% consideram que a retomada está em ritmo acelerado. Entretanto, para metade dos entrevistados (50%) a economia ainda está adormecida, sendo que 25% acreditam que em breve o cenário irá mudar e 24% acham que ainda vai demorar.

“As expectativas são semelhantes quando analisamos a opinião do belo-horizontino. Em uma pesquisa que fizemos com o nosso público, 78% acreditam que a economia do país não irá melhorar este ano. Para eles, nem mesmo a vacina pode ser capaz de alavancar a economia. Esse desestímulo está ligado ao ritmo lento de imunização. Obviamente, a vacinação traz uma luz de esperança, especialmente quando se trata de preservar vidas. Mas para a economia voltar a girar com mais vigor, é preciso que haja planos de imunização em massa mais eficientes”, finaliza o presidente da CDL/BH.