Imprensa -

Inadimplência entre os idosos de Minas Gerais registra alta de 13,6%

Sugestão de Pauta

A combinação de aumento dos gastos com planos de saúde e remédios e redução na renda devido à aposentadoria tem levado muitos consumidores acima dos 65 anos à inadimplência. Prova disto é que os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) das CDLs em Minas Gerais apontaram crescimento de 13,6% no número de idosos inadimplentes em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.


O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, também atribui o aumento da inadimplência desses consumidores a falta de planejamento na hora de utilizar o cartão de crédito. “Pesquisa recente da CDL/BH mostrou que de dez idosos entrevistados, cinco possuem três ou mais cartões de crédito e ou débito. E o recomendado é que cada pessoa tenha no máximo dois cartões, pois assim fica mais fácil controlar os gastos e evitar compras por impulso”, afirmou.


Depois dos idosos, os consumidores que registraram o maior crescimento de inadimplência (9,18%) concentram-se na faixa etária de 50 a 64 anos. Logo em seguida aparecem: de 40 a 49 anos (7,63%); de 30 a 39 anos (5,14%) e de 25 a 29 anos (0,28%). A única faixa etária que apresentou queda (-20,51%) no número de pessoas inadimplentes foi a de 18 a 24 anos.

(Gráfico 1 – Inadimplência por faixa etária)
 

Homens x Mulheres – De acordo com os dados do SPC das CDLs mineiras, as mulheres foram responsáveis pela maior crescimento da inadimplência (3,83%) no mês de maio, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre os homens, esse índice registrou alta de 2,44%. 
(Gráfico 2)
 

Inadimplência – Na análise geral dos consumidores, independentemente da faixa etária, os dados do SPC das CDLs mostram que a inadimplência na capital cresceu 3,43% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Para o presidente da CDL/BH, esse resultado demonstra como o atual momento econômico tem criado um cenário de dificuldades para os consumidores. “Com o aumento da inflação, a renda das famílias ficou menor e os gastos ampliaram. Com isso, a capacidade de pagamento das pessoas ficou enfraquecida”, disse.
(Gráfico 3)
 

Na comparação com o mês imediatamente anterior, a inadimplência em Minas Gerais registrou alta de 0,17%. “O aumento da taxa de desemprego é um dos principais fatores para o desequilíbrio do orçamento dos consumidores nesta base de comparação”, afirma Falci. 
(Gráfico 4)
 

Dívidas em atraso – Já o número de dívidas em atraso em Minas Gerais registrou alta de 3,72% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Quando comparado com o mês imediatamente anterior (Mai.16/Abr.16), o crescimento foi de 0,02%.

 

O presidente da CDL/BH, explica que tais dados demonstram como a renda das famílias está sendo impactada pela piora dos indicadores econômicos. “Devido ao aumento da inflação está mais difícil para o consumidor manter o orçamento familiar equilibrado”, explica. “Além disso, os juros elevados acabam dificultando a negociação dos débitos, pois as dívidas ficam mais caras”, finaliza.

 

Metodologia – Os indicadores de inadimplência apresentados nesse material contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil e CDL/BH têm acesso. O indicador de pessoas físicas inadimplentes mostra a variação mês a mês no número de pessoas registradas na base do SPC Brasil. Cada pessoa física inadimplente é contada apenas uma vez, independente do número de dívidas que tenha em atraso. Já o número de dívidas em atraso mostra a quantidade média de dívidas em atraso de cada pessoa física.