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Melhora no cenário econômico

Sugestão de Pauta

As vendas do comércio de Belo Horizonte seguem apresentando crescimento em 2019. Em junho, o varejo da capital teve alta de 1,46% em relação ao mesmo mês do ano anterior (Jun.19/Jun.18).  

Essa é a terceira alta nesta base de comparação e é resultado da melhora do cenário econômico do País em relação aos anos anteriores.

“Estamos acompanhando uma retomada gradual da economia e isso vem refletindo positivamente nas vendas do varejo. O ambiente econômico mais favorável, com menos desemprego, redução da inflação e da inadimplência entre os belo-horizontinos, tem proporcionado uma elevação do consumo das famílias” comenta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva.

“Ainda estamos aguardando que o ritmo da recuperação econômica aumente para que o comércio também possa voltar a crescer em percentuais maiores. Mas, mesmo que baixos, todos os índices de crescimento são positivos”, acrescenta.

Nesta base de comparação todos os segmentos tiveram alta e o que apresentou o melhor desempenho foi o de supermercados com 2,4% de aumento nas vendas.

Os demais setores tiveram os seguintes crescimentos:

material elétrico e construção (+1,75%);
informática (+1,75%);
artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (+1,67%);
vestuário e calçados (+1,36%);
veículos e peças (+1,14%);
drogarias e cosméticos (+1,06%);
papelaria e livrarias (+0,99%) e
móveis e eletrodomésticos (+0,53%).

Vendas também apresentam aumento na variação mensal

Na variação mensal, o índice real de vendas também apresentou alta, com crescimento de 0,14% em relação ao mês anterior (Jun.19/Mai.19).

“Essa elevação, apesar de pequena, é positiva, pois é sobre uma base forte de comparação, que é o mês de maio, quando é comemorado o Dia das Mães”, explica Souza e Silva.

Na comparação mensal (Jun.19/Mai.19), o setor de veículos e peças foi o que apresentou o maior crescimento (+0,65%).

Os demais setores que também tiveram alta nas vendas foram: supermercados (+0,38%); artigos diversos (+0,31%); drogarias e cosméticos (+0,3%); vestuário e calçados (+0,29%) e material elétrico (+0,12%). E os que apresentaram queda são: papelaria e livrarias (-0,8%); móveis e eletrodomésticos (-0,63%) e informática (-0,12%).

Crescimento das vendas no acumulado do ano foi de 0,88%

As vendas no acumulado do ano (Jan.19-Jun.19/Jan.18-Jun.18) registraram alta de 0,88%, mas apesar do resultado positivo, esse percentual foi menor do que o registrado no ano passado, que foi de 2,65%. “A economia do País vem melhorando, mas em ritmo abaixo do esperado, o que reflete no consumo das famílias e no resultado das vendas na capital”, esclarece o presidente da CDL/BH.

Nesta base de comparação o setor que apresentou o melhor resultado foi o de material elétrico e construção, com alta de 1,78%. Os outros segmentos que apresentaram crescimento foram: papelaria e livrarias (+1,61%); supermercados (+1,44%); artigos diversos (+1,42%); veículos e peças (+1,03%); móveis e eletrodomésticos (+0,6%); vestuário e calçados (+0,56%); drogarias e cosméticos (+0,06%) e informática (+0,01%).

Nos últimos doze meses varejo acumulou alta de 0,57% nas vendas

Nos últimos 12 meses (Jul.18-Jun.19/Jul.17-Jun.18) o comércio da capital apresentou crescimento de 0,57%.

“Mesmo com alguns indicadores macroeconômicos em patamares melhores do que nos últimos anos, ainda não houve uma aceleração significativa da atividade econômica, por isso o desempenho do comércio nos últimos 12 meses apresentou um resultado ainda baixo”, comenta Souza e Silva.

“Esperamos que o governo aprove a reforma da Previdência e que a Medida Provisória da Desburocratização avance no segundo semestre, com isso acreditamos que ocorra uma melhora do ambiente econômico e consequentemente o aumento das vendas”, conclui o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Os segmentos que tiveram resultados positivos nos últimos 12 meses foram: material elétrico e construção (+1,34%); papelaria e livrarias (+1,13%); artigos diversos (+0,88%); informática (+0,86%); móveis e eletrodomésticos (+0,54%) e supermercados (+0,53%). Já os que tiveram redução foram: drogarias e cosméticos (-0,52%) e veículos e peças (-0,51%).