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Metade dos consumidores de BH vai presentear no Dia dos Pais

Sugestão de Pauta

Vestuário é a preferência de 56,8%. Maioria deve realizar as compras na véspera

O Dia dos Pais, celebrado no dia 08 de agosto, será motivo de ir às compras para 50% dos consumidores da capital, de acordo com pesquisa de intenção realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). O levantamento ouviu 278 pessoas entre os dias 12 e 21 de julho.

Em comparação ao mesmo período de 2019, houve uma redução de 6,24 pontos percentuais. “Essa redução pode ser explicada pelo fato de que os consumidores vêm priorizando itens de primeira necessidade como alimentos, medicamentos, luz e água”, analisa o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.  

Além da cautela dos consumidores, o fator que contribui para essa redução é: “não tenho quem presentear”, 65,9%. Em seguida, aparece “não tenho hábito de presentear”, 10,1% e “falta de dinheiro”, 6,5%.

Dentre os consumidores que pretendem presentear os pais, 89,2% afirmam que ainda não compraram os presentes. A maioria irá realizar as compras nas vésperas da data e 42,4% afirmam que vão priorizar a aquisição pela internet. As lojas de rua são a preferência de 23% e os shoppings, 23,7%.

Pais devem ganhar roupas

No que depender dos filhos, os pais vão colocar roupas novas em seus guarda-roupas. O vestuário surge como a preferência de presente para 56,8%. Cosméticos ocupam o segundo lugar, com 15,1% e calçados com 14,4%.  Os que ainda não decidiram qual será o presente representam 18,7%.  As roupas apresentam tíquete médio de R$98,40. Os cosméticos, R$115,48 e os calçados, R$125.

Os consumidores devem adquirir, em média, um presente e desembolsar R$96,56. Dos que irão presentear este ano e presentearam no ano passado, 63% relataram que irão desembolsar o mesmo valor que o ano anterior, 21% irão aumentar e 16% reduzir.

Para os que pretendem aumentar o tíquete médio, as principais justificativas são que os presentes estão com maior valor (56%), estão com renda extra (12%) ou conseguiram um emprego novo (8%). Já para os que vão diminuir o valor do presente, os principais motivos são porque pretendem economizar (36,8%), está sem dinheiro (31,6%) ou está desempregado (10,5%).

Para minimizar a chance de endividamento neste momento de pandemia, a compra à vista será a preferência da maioria dos consumidores entrevistados, 62,6%. Já as compras parceladas (37,4%), em média, serão divididas em até três vezes.

Quando questionados sobre qual frequência costumam pesquisar o valor dos presentes antes de comprar, 61,1% afirmam que sempre ou quase sempre. 9,4% pesquisa às vezes, 15,8% nunca pesquisa e 13,3% às vezes.

Comemoração discreta

Apesar da flexibilização para realização de eventos e atividades comerciais, a maioria dos consumidores (67,6%) não pretende promover confraternização na data. Os demais, 32,4% afirmam que irão promover alguma celebração.

Dentre os que irão realizar uma comemoração, verifica-se que 85,6% pretendem realizar um almoço em casa, 8,9% irão almoçar ou jantar em um restaurante, 2,2% realizarão um churrasco, 1,1% uma viagem, 1,1% lanche em casa e 1,1% tomar uma cerveja com o pai. Além disso, os entrevistados que irão confraternizar pretendem gastar, em média, R$157,04.