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No mês de março, inadimplência subiu entre os consumidores da capital

Sugestão de Pauta

O número de consumidores de Belo Horizonte, com o nome inscrito no cadastro de devedores do SPC, encerrou o último mês do primeiro trimestre do ano em alta.

De acordo com o Indicador de Inadimplência da CDL/BH em março, na variação anual (Mar.19/Mar.18), a inadimplência aumentou 0,58%. Essa alta pode ser explicada pela elevação da inflação (Acumulado dos últimos 12 meses em 4,57%) e pela queda da renda real média (-1,9%).

“A aceleração da inflação impacta diretamente no custo de vida das famílias, diminuindo assim a renda disponível para o pagamento das dívidas e favorecendo o crescimento da inadimplência”, explica o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

“Além disso, é importante ressaltar que 2018 já é uma base de comparação mais forte do que foi 2017”, acrescenta. Na base de comparação mensal (Mar.19/Fev.19), houve um aumento de 0,66% no número de pessoas que estão inadimplentes em Belo Horizonte. 

O montante de endividados, na faixa etária acima de 65 anos, foi o que mais cresceu (19,45%) em março. “As pessoas nesta faixa etária são as responsáveis financeiras pelas famílias, e sentiram mais no bolso os reflexos da elevação das despesas. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria”, esclarece Silva.

Além disso, de acordo com dados do IBGE, a renda real média dos idosos sofreu uma redução de 13,88% (4º tri.18 em R$ 3.300/4º tri.17 em R$ 3.832 – IBGE), o que explica o maior endividamento nesta faixa etária. Entre os gêneros, a inadimplência foi maior entre as mulheres, com crescimento de 0,21%. Já entre os homens, houve queda de 0,91%.

 

Número de dívidas cai 3,03% entre os consumidores da capital

Os belo-horizontinos estão com menos dívidas em atraso. Em março houve queda de 3,03% no número de débitos vencidos em comparação ao mesmo mês no ano anterior (Mar.19/Mar.18). “Os belo-horizontinos vêm tentando organizar sua situação financeira e realizar, aos poucos, o pagamento de suas dívidas”, comenta o presidente da CDL/BH. Na variação mensal (Mar.19/Fev.19) houve um leve acréscimo de 0,26% no número de dívidas em atraso.

Assim como mostrado no Indicador de Inadimplência, a maioria das dívidas (14,93%) está entre as pessoas com mais de 65 anos. Nessa faixa de idade encontram-se os aposentados, que normalmente têm um aumento de gastos com a saúde, alimentação, impedindo que eles destinem seus recursos para o pagamento dos débitos.

 

 Inadimplência e dívidas das empresas cresce em março

O número de empresas com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes cresceu 6,4% em março na variação anual (Mar.19/Mar.18). Na comparação com o mês anterior (Mar.19/Fev.19), houve alta de 0,23% da inadimplência. “A economia do País ainda não conseguiu retomar o ritmo de crescimento necessário para recuperarmos as perdas dos últimos três anos e permitir que os empreendimentos consigam quitar todos os seus débitos, por isso elas seguem inadimplentes”, explica Marcelo de Souza.

Já o número de dívidas contraídas em nome de pessoas jurídicas avançou 2,38% na comparação anual (Mar.19/Mar.18). Já na variação mensal (Mar.19/Fev.19), a quantidade de contas em atraso aumentou levemente em 0,08%. “A elevação das dívidas ainda é reflexo das dificuldades financeiras geradas com a crise. A melhora da atividade econômica ainda não tem sido suficiente para que as empresas saiam completamente do endividamento”, conclui o presidente da CDL/BH.