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Imprensa -

Para comércio, manutenção da Selic prolonga asfixia do setor 

Sugestão de Pauta

A manutenção da taxa Selic aumentou a preocupação do setor de comércio e serviços da capital mineira. Na percepção da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) prolonga o período de asfixia vivido pelo setor devido ao encarecimento do crédito. 

“A atividade econômica está aquecida, mas os investimentos de médio e longo prazo, que são fundamentais para sustentar o mercado de trabalho e a geração de renda,  estão sem fôlego. A incerteza fiscal, tanto interna quanto externa, provocam isso. Finalizamos o último ano com a esperança de uma nova postura do Banco Central e, infelizmente, isso não foi demonstrado”, lamenta o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. 

O dirigente explica que os segmentos de bens de consumo duráveis (eletrodomésticos, eletrônicos), que dependem de financiamento, são os que mais sentem a manutenção da taxa e sofrem com queda nas vendas. “O setor de serviços passa por uma desaceleração gradual. Embora a renda do trabalho ajude a sustentar o consumo básico, serviços de maior valor agregado ou que dependem de expansão via crédito (reformas, investimentos em infraestrutura de TI) tendem a estagnar. Manter os juros em 15% por muito tempo aumenta o risco de recessão no varejo, com perda de dinamismo mês a mês”, avalia. 

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil