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Pesquisa encomendada pela CDL/BH mapeia perfis e tendências do Mercado Prateado de Minas Gerais

Sugestão de Pauta

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) encomendou um estudo, inédito no país, para conhecer e entender melhor uma parcela da população do Estado que só vem crescendo, que são as pessoas com mais de 60 anos. A pesquisa “Tendências do Mercado Prateado de Minas Gerais”, conduzida pela Pipe.Social e Hype60+, traz um panorama inédito do mercado sênior mineiro, mostrando hábitos comportamentais e de consumo, além de tendências. No Brasil, os “prateados” já movimentam um mercado anual de R$ 1,6 trilhão. O estudo “Tendências do Mercado Prateado de Minas Gerais” é um recorte de uma pesquisa nacional que será concluída ao longo de 2018.

“Pesquisa divulgada pelo IBGE, mostrou que a população brasileira está envelhecendo e que em 2031 o número de idosos vai superar o de crianças e jovens até 14 anos. A CDL/BH quer conhecer melhor essa parcela importante da população em Minas, saber o que pensa, como age, o que quer, bem como seus hábitos de consumo”, explica o presidente da CDL/BH, Bruno Falci

De acordo com análise da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a população sênior passará dos 2,1 bilhões; hoje, o mundo é habitado por 962 milhões de idosos. Esse progresso demográfico é resultado do aumento da longevidade e da queda da taxa de natalidade, que deriva na redução da proporção de crianças e no aumento na população madura. 

Classificado como Tsunami Prateado, esse “mar” de gente deve ser visto como uma força positiva para a economia e uma oportunidade social – sobretudo no Brasil, onde já temos mais avós do que netos. O desafio proposto pela CDL/BH foi entender, de forma aprofundada, o estilo de vida, autoimagem, hábitos de consumo e relação com a cidade dos mineiros com mais de 60 anos – além de mapear tendências do varejo focado na população prateada.

Com base no estudo, a CDL/BH vai iniciar um trabalho para qualificar os seus associados, comerciantes e prestadores de serviços, para entender e atender melhor esses consumidores, que crescem a cada ano. Mas a CDL/BH quer mais, como explica Bruno Falci. “Esse público não pode ser encarado, meramente, como consumidores. Vamos nos empenhar e atuar para que Belo Horizonte seja a capital modelo para essa geração prateada”, acrescenta Falci.

A CDL/BH pretende acionar o governo do Estado, a prefeitura da capital, outras entidades de classe, representantes da sociedade civil para, em conjunto, planejar ações voltadas especificamente para essa parcela da população, o que inclui planos de mobilidade urbana, acessibilidade, programas de saúde e prevenção de doenças, de cultura e lazer, atendimento qualificado, além de outras iniciativas. “Queremos transformar Belo Horizonte na capital dos 60+, ou a capital da geração prateada”, assinala o presidente da CDL/BH.