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Posicionamento do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, sobre a reunião do Copom

Sugestão de Pauta

O anúncio do aumento da Taxa Selic não nos pega de surpresa, mas, ainda assim, é recebida com tensão e receio, afinal, a economia do país ainda sofre grandes prejuízos e retrocessos devido à crise sanitária.

Esse aumento traz diversos impactos para a economia em todos os níveis. Para o comércio, em especial, a expectativa é que o setor sofra impactos como aumento do custo do crédito, cheque especial mais caro, elevação do custo do cartão de crédito, diminuição dos prazos de pagamento, queda do poder de compra do consumidor e lentidão no crescimento das vagas de emprego.

Para o consumidor, a taxa de juros elevada reflete de diversas maneiras como a retração de consumo, alta nas demissões e, com receio de desemprego e crédito caro, os clientes ficam mais cautelosos e evitam comprar. Os efeitos negativos se disseminam e geram retração no crescimento econômico.

O aumento da Taxa Selic é aprovado em um momento infeliz, de grandes prejuízos para o país, tanto na economia quanto em vidas. Reitero meu posicionamento de meses atrás: o foco do governo federal deveria ser a criação de um ambiente econômico confiável, com uma campanha de vacinação eficaz, política distributiva de renda, reformas estruturais e, especialmente, responsabilidade fiscal para atrair investimentos diretos que ajudarão a gerar emprego e renda.