Imprensa - 2 de fevereiro de 2026 Quase 100% dos empresários do comércio, serviços e turismo de BH estão otimistas com o Carnaval, aponta CDL/BH Sugestão de Pauta A expectativa dos lojistas é que os foliões invistam R$ 109,96 por dia em bebidas alcoólicas e não alcoólicas, lanches, vestuários e adereços. Setor hoteleiro projeta R$ 2,5 mil em estadias durante o período O Carnaval da capital mineira tornou-se uma das festas mais lucrativas para os setores de comércio, serviços e turismo, além de ser uma das mais esperadas por moradores e turistas. Uma pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) mostrou que 98,9% dos empresários desses setores avaliam a festa como positiva para o setor (percepção 48% maior que no último ano, quando o índice de empresários otimistas chegou a 66,67%). Quando perguntados sobre a expectativa para o Carnaval deste ano, 95,59% dos entrevistados disseram que estão otimistas com os impactos da folia no setor. O levantamento realizado pela CDL/BH ouviu 272 empresários no período de 5 a 19 de janeiro de 2026. De acordo com o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o crescimento da confiança do empresariado reflete a consolidação do Carnaval como um importante vetor econômico da cidade. “Os números mostram que o Carnaval de Belo Horizonte deixou de ser apenas uma manifestação cultural e passou a ocupar um papel estratégico no calendário econômico da capital. O empresariado reconhece esse potencial e se prepara cada vez mais para atender à demanda gerada pela festa”, afirma. Consumo além da diversão Com quatro em cada dez estabelecimentos comerciais entrevistados sendo diretamente impactados pela presença de blocos, a expectativa dos lojistas é que os foliões invistam R$ 109,96 em bebidas alcoólicas e não alcoólicas, lanches, vestuários e adereços. De acordo com os entrevistados, os produtos com maior procura serão: bebidas não alcóolicas (34,94%); bebidas alcóolicas (34,14%); lanches/refeições (24,5%); vestuário (24,1%); adereços (17,27%); glitter/purpurina (8,84%); fantasias (6,02%); makes de Carnaval/maquiagem (5,22%); calçados (5,22%); tinta spray para cabelo (4,02%) e instrumentos musicais (4,02%). Essa é uma resposta múltipla e envolve todos os setores, exceto hotel/hostel. Na opinião de Souza e Silva, o tíquete médio diário demonstra o impacto direto do Carnaval no setor de comércio e serviços. “O consumo do folião vai muito além da diversão. Ele movimenta bares, restaurantes, lojas de vestuário, acessórios e diversos outros segmentos, o que reforça a importância de um planejamento adequado por parte dos lojistas”, destaca. Segundo os empresários, o pagamento será realizado à vista no cartão de crédito (de acordo com 34,6% dos entrevistados). Em seguida estão: PIX (32,4%); parcelado no cartão de crédito (27,6%) e cartão de débito (5,4%). Para os comerciantes, os foliões que optarem pelo pagamento parcelado no cartão de crédito, dividirão em até quatro parcelas. As promoções para o período serão realizadas por 13% dos lojistas. E 4,8% dos entrevistados irão contratar empregados temporários durante os dias de Carnaval. “Embora a porcentagem de empregos temporários seja pequena, ela revela que o Carnaval impacta positivamente o mercado de trabalho”, observa o dirigente. Otimista, setor hoteleiro estima aumento de 20,7% nas diárias No segmento hoteleiro, os empresários estimam uma estadia de quatro diárias, totalizando R$ 2.421,91 no período. O levantamento mostra que, em comparação com o ano passado, houve um aumento de 20,7% no tíquete médio da diária, chegando a R$ 605,48 em 2026. Para o presidente da CDL/BH, esse crescimento reforça o apelo turístico da capital mineira. “O aumento da ocupação e do valor das diárias comprova que Belo Horizonte se consolidou como destino turístico no Carnaval, atraindo visitantes de diversas regiões de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. No ano passado, pesquisa da Embratur revelou que o nosso Carnaval foi um dos cinco mais procurados por turistas estrangeiros”, afirma.