Imprensa -

Sete em cada dez lojistas da capital mineira estão otimistas com as vendas para o Dia das Mães

Sugestão de Pauta

Data deve injetar R$ 2,11 bilhões na economia da capital mineira

A melhor data em vendas do primeiro semestre, o Dia das Mães, promete dar um novo impulso à economia da capital mineira. De acordo com a expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), as vendas para a data devem injetar R$ 2,11 bilhões na economia no mês de maio, um crescimento de 1,33% em relação ao mesmo período do ano passado.

“A pesquisa nos mostrou que sete em cada dez lojistas (71,6%) acreditam que as vendas deste ano serão melhores que as de 2021. Isso revela que, apesar do ambiente inflacionário, os comerciantes estão otimistas para a data que, tradicionalmente, é o segundo Natal do comércio. Certamente as vendas de maio farão com que o setor inicie o segundo semestre com mais fôlego”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Para atender ao aumento do volume de vendas, 54,4% dos entrevistados afirmaram que aumentaram o estoque; 29,3% mantiveram o mesmo patamar do ano passado e 16,3% reduziram as compras em 2022.

Roupas lideram as vendas na visão dos lojistas

Na perspectiva dos lojistas, o pódio dos presentes será composto por roupas (28,5%); acessórios (14,6%) e calçados (11,3%). Também aparecem na lista itens como: bolsas, malas e mochilas (8,8%); produtos de cama, mesa e banho (8,4%); hidratantes (7,9%); artigos de decoração (7,5%) e perfumes (7,5%).

Tíquete médio

De acordo com o levantamento, os consumidores devem investir R$ 234 em presentes. Os empresários entrevistados projetam que os consumidores comprem, em média, dois presentes, investindo um valor médio de R$ 117 por item. Se no quesito vendas o vestuário ocupa o primeiro lugar, o mesmo não vale em relação ao tíquete médio, onde ele figura na terceira posição com valor estimado de R$ 119,85. Em contrapartida, os calçados garantem a primeira colocação com tíquete médio de R$ 177,78 e os acessórios marcam R$ 150,74.

Pagamento à vista

Os lojistas acreditam que a maior parte dos consumidores, 55,4%, irá pagar as compras à vista. Sendo que essa porcentagem está dividida da seguinte maneira:

·         À vista no cartão de crédito: 32,6%

·         PIX: 10,7%

·         Cartão de débito: 9,9%

·         Dinheiro: 1,3%

·         Boleto: 0,9%

Em relação aos consumidores que irão adotar os pagamentos via cartão de crédito parcelado (44,2%), os empresários acreditam que irão optar por parcelamento em até cinco vezes.

“O consumidor assumiu uma postura mais cautelosa em relação ao consumo desde o início da pandemia e, sempre que possível, opta pelo pagamento à vista para evitar possíveis endividamentos. Por isso, aconselhamos que os lojistas disponibilizem múltiplas opções de pagamento e, se puderem, ofertem condições especiais para quem optar por pagar à vista, assim o dinheiro entra mais rápido em caixa”, alerta Souza e Silva.

Foco nas redes sociais

Atentos ao poder e ao alcance das redes sociais, os comerciantes afirmam que irão utilizar as ferramentas digitais para divulgar os produtos e alavancar as vendas da temporada. O Instagram, por exemplo, será utilizado por 74,1% dos lojistas. O Whatsapp aparece em seguida, com 43,9%. Cartazes e vitrines aparecem em terceiro lugar, com 30,5%.

“O lojista entendeu que não é mais possível utilizar somente um canal de vendas. A internet, em especial o Instagram, é uma força que não pode ser ignorada. Prova disso é uma pesquisa feita no país em fevereiro deste ano, pela Opinion Box, que mostrou que 82% dos usuários da plataforma seguem marcas e 58% já compraram algum produto ou serviço que descobriram na rede”, enfatiza o presidente da CDL/BH.

Dentre as estratégias que serão adotadas pelos lojistas para a data, destacam-se:

·    Divulgação dos produtos: 71,5%

·    Decoração da loja: 45,6%

·    Descontos: 15,1%

·    Promoções: 13,4%

·         Atendimento diferenciado: 10,5%

·         Variedade de produtos: 10,5%