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Sete em cada dez lojistas estão otimistas com as vendas para a Black Friday

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Pesquisa da CDL/BH revela que movimentações em torno da data devem injetar R$ 2,06 bilhões na economia da capital, retomando o nível pré-pandemia 

Os comerciantes da capital mineira estão com boas expectativas para a Black Friday, realizada no próximo dia 25. De acordo com pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), sete em cada dez empresários (73,6%) acreditam que as vendas em torno da data serão melhores que as do último ano. A expectativa é que, ao longo do mês, haja uma injeção de R$ 2,06 bilhões na economia da cidade, retomando o nível pré-pandemia (2019). O montante representa ainda um crescimento de 1,49% em comparação a 2021, quando foram comercializados R$ 2,03 bilhões. 

“Os lojistas estão recuperando a confiança na economia e isso se reflete nas boas perspectivas para as datas comemorativas de fim de ano. Somado a isso, teremos o pagamento do 13° salário e Auxílio Brasil, que vão proporcionar uma renda extra aos consumidores”, analisa o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. 

A análise do dirigente é confirmada pela intenção dos comerciantes em aumentar o estoque para a data. De acordo com a pesquisa, 59,2% afirmam que terão volume maior que o do último ano. Quase metade dos lojistas da capital (43,9%) já estão se preparando para a Black Friday e  34,3% afirmam que aguardam a proximidade da data. 

Vestuário e calçados lideram a expectativa de vendas

Na visão dos empresários, os produtos com maior saída deverão ser roupas/vestuário (37,3%), calçados (17,2%), acessórios – relógios, joias e bijuterias (7,8%), cosméticos – perfume, hidratante e maquiagem (7,8%), itens de decoração (6,4%), itens de papelaria (5,9%), bolsas, mochilas e malas (5,9%) e produtos alimentícios (4,9%). 

Os lojistas esperam que cada consumidor adquira, em média, dois produtos, totalizando um tíquete de R$ 486,78. Em relação aos produtos que deverão ter maior saída, os valores médios aparecem da seguinte forma: 

  • Roupas/Vestuário: R$ 302,27
  • Calçados: R$ 311,76
  • Acessórios: R$ 250
  • Cosméticos: R$ 84,37

“Os comerciantes entendem que, com a retomada da vida social, as pessoas estão privilegiando produtos como roupas, calçados e acessórios, por isso, apontam esses itens com maior possibilidade de venda. Essa expectativa deve ser conciliada com as vendas de bens de maior valor agregado”, destaca o presidente da CDL/BH. 

Para os lojistas entrevistados, a maioria dos clientes (65,2%) deverá optar pelo pagamento parcelado no cartão de crédito, com uma média de seis parcelas. Na sequência, aparecem à vista no cartão de crédito (26%), cartão de débito (5,4%), transferências eletrônicas – PIX, TED e DOC (2%), parcelado no cartão de crédito da própria loja (1%) e parcelamento no carnê (0,5%). 

Foco nas redes sociais

As redes sociais serão as grandes aliadas para divulgar os produtos. Segundo a pesquisa, 97% dos comerciantes vão investir no Instagram; 37,7% no Facebook; 23,5% no site; 18,1% no WhatsApp e 5,9% em comerciais de televisão. 

Em relação às estratégias de vendas, as principais apontadas pelos lojistas foram: 

  • Divulgação dos produtos: 99,3%
  • Descontos atrativos: 85,1%
  • Flexibilidade ou facilidade de pagamento: 68,7%
  • Promoções: 7,5%

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada pela CDL/BH com 305 comerciantes da capital entre os dias 2 de setembro e 20 de outubro. O índice de confiança é de 95% com margem de erro de 5,6%.

 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil