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Setor de serviços lidera ranking de empresas endividadas no Estado

Sugestão de Pauta

Em Minas Gerais, o segmento que teve o maior crescimento de empresas devedoras em outubro, comparado com o mesmo período do ano anterior (Out.17/Out.16), foi o de serviços com 7,9%, de acordo com o indicador de inadimplência do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais. Nos últimos 12 meses (Set.16- Ago.17), o setor sofreu uma retração nas suas atividades, na ordem de 3,2%, segundo dados do IBGE. “Essa retração diminuiu as receitas das empresas, o que impactou diretamente na sua capacidade de pagamento”, afirma o presidente do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais, Bruno Falci. “Os empreendimentos que prestam serviços estão com dificuldades para arcar com os compromissos básicos em relação à manutenção do negócio, como fornecedores e funcionários. Por isso, seguem sendo o setor que apresenta o maior índice de empresas devedoras. Além disso, o segmento também é um dos últimos a se recuperar por completo de uma crise financeira, porque engloba setores de consumo considerados não essenciais, tais como restaurantes, bares, salões de beleza, entre outros”, acrescenta.

Diferente do setor de serviços, outros segmentos vêm apresentando crescimento nas atividades econômicas, devido a isso estão conseguindo cumprir com seus compromissos financeiros e diminuir o endividamento. De acordo com dados do IBGE, nos últimos 12 meses (Set.16-Ago.17), o comércio registrou alta de 1,8%, e a indústria de 0,03%. Em relação à inadimplência, os demais setores  comportaram-se  da  seguinte forma:  comércio  (+3,93%); indústria (+3,42%);  agricultura (-1,28%) e outros tipos de estabelecimentos (-4,1%).

Em outubro deste ano, houve alta de 5,01% no número de pessoas jurídicas inadimplentes, comparando-se com o mesmo período de 2016. Na base de comparação mensal (Out.17/Set.17) o crescimento foi de 0,83%.  Mas, apesar dos índices de inadimplência ainda aumentarem, o ritmo é cada vez menor. O início da recuperação da economia, aliado aos indicadores econômicos em patamares menores, tais como juros e inflação (IPCA acumulado últimos 12 meses até out.17 em 2,7%), tem contribuído para frear o aumento da inadimplência das empresas do Estado. “O crescimento do número de pessoas jurídicas inadimplentes no Estado está perdendo força ao longo de todo o ano. O aumento da renda em circulação, devido à queda da inflação e da taxa de desemprego estável, tem proporcionado o crescimento do consumo das famílias, o que reflete positivamente na receita das empresas”, esclarece Falci.

Crescimento do número de dívidas das empresas do Estado está mais lento

O número de dívidas das empresas mineiras, na comparação mensal (Out.17/Set.17), apresentou crescimento de 0,33%. Em outubro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o número de contas em atraso aumentou 3,44%. Em outubro de 2016 este índice era de 13,72%, quase quatro vezes maior do que o registrado agora. “Com o cenário econômico apresentando sinais de melhora, as empresas buscam quitar seus débitos para obter novamente crédito para investimentos. O número de dívidas está seguindo a mesma tendência que a inadimplência das empresas, está em ritmo mais lento de crescimento”, conclui Falci. O número médio de dívidas de pessoas jurídicas em outubro de 2017 foi de 2,07 por empresa.

Inadimplência entre os consumidores mineiros continua em queda no mês de outubro

O volume de consumidores do Estado inadimplentes apresentou queda de 0,92% em outubro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2016, de acordo com o indicador de inadimplência do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais. A diminuição da inadimplência é reflexo do aumento da renda em circulação devido à redução da taxa de desemprego (2º tri.17 em 12,2%/ 1º tri.17 em 13,7% – segundo o IBGE) e da desaceleração da inflação (IPCA de janeiro até outubro de 2017 em 2,21% – segundo o IBGE). “Com o retorno ao mercado de trabalho as pessoas estão voltando a ter uma fonte de renda fixa, com isso, conseguem organizar suas finanças e quitar seus débitos. O recuo da inflação, principalmente no grupo dos alimentos, permitiu um aumento na renda disponível, especialmente para as famílias das classes sociais mais baixas, para as quais o item alimentação tem um peso elevado no orçamento”, explica o presidente do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais.

Já no recorte mensal (Out.17/Set.17) houve alta de 0,97% no número de consumidores inadimplentes junto ao SPC de Minas Gerais. Este aumento está atrelado ao leve crescimento de 0,26 ponto percentual da inflação registrado em outubro (Out.17 em 0,42%/Set.17  em 0,16% – segundo IBGE), o que impacta diretamente no custo de vida da população. Na análise por faixa etária, na comparação anual (Out.17/Out.16), o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou a maior queda (-23,37%). Entre os sexos, a queda na inadimplência foi maior entre os homens (-1,74%), enquanto a retração do endividamento do público feminino foi de -0,61%.

Número de dívidas dos consumidores recua em Minas Gerais

Na comparação anual (Out.17/Out.16), houve queda de 4,07% no número de dívidas de pessoas físicas junto ao SPC das CDL’s de Minas Gerais. Já na variação mensal (Out.17/Set.17), o recuo foi de 0,14%. “A redução da taxa de juros (Out.17 em 7,5% / Out.16 em 14,0% – de acordo com Banco Central) tem facilitado a renegociação das dívidas”, comenta Falci.

Na abertura por faixa etária, no mês de outubro de 2017, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a maioria das dívidas registradas concentrou-se entre as pessoas acima dos 50 anos (53,33%). “Essas pessoas permanecem sendo as mais inadimplentes por serem responsáveis por arcar com um número elevado de despesas pessoais e familiares. E, na maioria das vezes, os rendimentos não acompanham esses gastos, ao contrário, sofrem redução devido à aposentadoria”, explica o presidente do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais.

Metodologia – Os indicadores de inadimplência apresentados nesse material contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil e as CDL’s de Minas Gerais têm acesso.