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Varejo da capital tem alta de 1,63% em junho, o maior dos últimos seis anos

Sugestão de Pauta

Em junho o comércio de Belo Horizonte registrou aumento de 1,63% nas vendas, na variação anual (Jun.18/Jun.17). Esse resultado é o maior já registrado desde 2012 nesta base de comparação, e reflete a melhora de alguns indicadores macroeconômicos. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, a economia ainda está se recuperando, e isso vem ocorrendo em ritmo lento, mas o cenário é de menos adverso que nos anos anteriores. “Já temos uma situação melhor, com juros mais baixos e aumento da renda, o que permite que as pessoas voltem a consumir, mas ainda de forma moderada”, comenta Falci. “Nossa expectativa era de um crescimento maior para o período, em torno de 2,3%, porém fatores externos, como a greve dos caminhoneiros que causou uma elevação da inflação, tiveram forte impacto nas vendas”, acrescenta.

Nesta base de comparação (Jun.18/Jun.17), todos os setores apresentaram crescimento nas vendas e o que teve a maior alta foi o de supermercados (+4,06%). Os demais setores tiveram os seguintes desempenhos: material elétrico e construção (+2,54%); móveis e eletrodomésticos (+2,13%); vestuário e calçados (+1,51%); papelaria e livrarias (+1,21%); drogarias e cosméticos (+1,14%); veículos e peças (+0,79%) e artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (+0,76%).

Vendas do Dia dos Namorados é positiva

O índice real de vendas apresentou em junho, na comparação com o mês anterior (Jun.18/Mai.18), um crescimento de 0,77%. Deve-se ressaltar que este crescimento poderia ter sido melhor, mas a greve dos caminhoneiros teve um impacto negativo no desempenho do comércio em junho e também em maio, que é uma base forte de comparação, por causa do Dia das Mães.

Na variação mensal os seguintes setores apresentaram aumento nas vendas: drogarias e cosméticos (+2,72%); vestuário e calçados (+2,2%); material elétrico (+1,43%); artigos diversos (+1,43%) e móveis e eletrodomésticos (+0,38%). Os que tiveram queda foram: veículos e peças         (-3,26%); Papelarias e Livrarias (-1,02%) e supermercados (-0,56%).

No acumulado do ano vendas crescem 2,65%

As vendas registraram alta de 2,65%, no acumulado do ano, (Jan.18-Jun.18/Jan.17-Jun.17). Esse crescimento indica que o quadro econômico está mais favorável que nos últimos anos, e isso é atrelado aos indicadores macroeconômicos em patamares mais baixos e ao aumento do rendimento real que, proporcionou a elevação do consumo no primeiro semestre de 2018. “Mesmo que ainda seja em percentuais baixos, cada resultado positivo é comemorado pelo comércio. Passamos por um período de recessão. Agora estamos começando sair de um quadro negativo e, aos poucos, vamos retomando o ritmo de crescimento”, comenta o presidente da CDL/BH.

Porém, o ritmo de melhora da economia brasileira ainda é lento e abaixo do esperado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), as projeções de consumo das famílias para o segundo semestre de 2018 caiu 0,5 pontos percentuais, passando de 2,7% para 2,2%.  O crescimento do investimento passou de 4,2% para 4% ao ano e as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) foram ajustadas para 1,7% em 2018.

Nos últimos doze meses varejo acumula alta de 3,58% nas vendas

Nos os últimos 12 meses, o varejo da capital apresentou crescimento de 3,58%. “O varejo vem apresentando sinais de melhora, após três anos consecutivos de queda”, comenta o presidente da CDL/BH. “Mas é importante destacar que a evolução das vendas ainda não é suficiente para recuperar as perdas ocasionadas no período de recessão”, conclui o presidente da CDL/BH, Bruno Falci.

Todos os setores tiveram crescimento nessa base de comparação, se comportando da seguinte maneira: material elétrico e construção (+4,32%); supermercados (+3,83%); móveis e eletrodomésticos (+3,72%); drogarias e cosméticos (+3,61%); artigos diversos (+3,52%); vestuário e calçados (+3,13%); papelaria e livrarias (+2,48%) e veículos e peças (+2,3%).