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Vendas na capital têm terceira alta consecutiva

Sugestão de Pauta

A economia vem apresentando sinais de melhora, o que tem refletido positivamente no indicador de vendas, que pelo terceiro ano consecutivo apresenta alta. Na comparação anual (Nov.19/Nov.18) o desempenho positivo é atribuído à fatores como inflação controlada, queda na taxa básica de juros, desemprego e inadimplência. “O cenário otimista que a economia vem apresentando, tem deixado as pessoas mais confiantes para comprar.  Além disso, o período de crise acabou ajudando o consumidor a fazer uma melhor gestão de suas finanças”, afirma o  presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva.

Nessa base de comparação (Nov.19/Nov.18), o segmento de supermercados foi o que  apresentou maior crescimento (2,74%). Na sequência, artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha, com crescimento de 2,05%, seguido de vestuário e calçados que registrou nesse período aumento de 1,75%.  

Vendas também crescem na comparação mensal

Na variação mensal o índice de vendas apresentou avanço de 2,42% na comparação entre novembro e outubro de 2019. A injeção de recursos na economia como, por exemplo, o pagamento do 13º salário e do FGTS, possibilitaram o aumento da renda em circulação, impulsionando as vendas. “É importante destacar que o crescimento na economia está também atrelado a uma melhora nos indicadores macroeconômicos”, comenta Souza e Silva.

O segmento de informática apresentou maior alta (2,89%) nessa base de comparação (Nov.19/Out.19). Em seguida, vestuário e calçados (2,78%); artigos diversos (2,69%); eletrodomésticos e móveis (2,68%); supermercados (2,65%).

Acumulado no ano registra crescimento de 2,12%

O acumulado (jan.19/Nov.19) apresenta alta de 2,12%, refletindo positivamente no desempenho das vendas, quando comparado aos anos 2015 (-4,09%), 2016 (-1,47%)  e 2017 (0,26%). Embora o mesmo tenha apresentado um crescimento mais ameno em relação a 2018 (2,4%), em função da base de comparação (2017) ter sido fraca.

Os segmentos que mais cresceram nesse acumulado (jan.19/Nov.19) foram: eletrodomésticos e móveis (3,02%); artigos diversos (2,97%); drogarias e cosméticos (2,86%); supermercados (2,64%).

Comparação últimos 12 meses

No comparativo dos últimos 12 meses (Dez.18 a Nov.19 / Dez.17 a Nov.18) o indicador apresentou crescimento de 1,73%. A melhora da recuperação de crédito entre os belo-horizontinos nesse período, atrelada a uma inflação controlada, queda da taxa de juros e melhora do mercado de trabalho contribuiu para que as pessoas retornassem ao mercado de consumo. Com a previsão do avanço das reformas, inclusive a pauta de reforma Previdenciária dos estados e o programa Plano Mais Brasil e o avanço da medida provisória de desburocratização, a perspectiva é de melhora do ambiente de negócios no Brasil, contribuindo para o aquecimento da atividade econômica do País.

No acumulado do ano (Dez.18 a Nov.19 / Dez.17 a Nov.18), os segmentos que mais apresentaram alta foram: drogarias e cosméticos (2,91%); supermercados (2,85%); informática (2,75%), artigos diversos (2,60%); material elétrico e construção (2,30%).