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COPOM eleva taxa de juros para 10,0% a.a.

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O Comitê de Politica Monetária (COPOM) do Banco Central decidiu por um novo aumento de 0,5 pontos percentuais na taxa básica de juros (SELIC), fazendo com que ela atingisse o patamar de 10,0% a.a. Este aumento já era esperado pelo mercado, que ao decorrer do ano já apostava que a taxa básica de juros encerraria 2013 no patamar em questão.


O objetivo principal deste aumento da taxa de juros é o de conter o avanço da inflação. O IPCA (índice oficial da inflação), tem se demonstrado resistente às medidas tomadas pelo BC e pelo governo federal para diminuir seu crescimento, de forma gradativa, para chegar ao centro da meta (meta de inflação é de 4,5% desde 2005, com margem de trabalho de 2% para cima ou para baixo). Em 2011, o índice registrou alta de 6,5%, teto da meta permitida; já em 2012 o crescimento foi de 5,84%. Para este ano, a expectativa do mercado, de acordo com o relatório Focus do BC, é de que a inflação cresça um pouco menos do que o observado no ano passado. Os quatro últimos relatórios semanais apontam uma alta entre 5,82% e 5,84%.


Apesar da dificuldade de se controlar o crescimento da inflação, ela tem dado alguns sinais de queda. Quando se compara outubro deste ano com o do ano passado, é observado que a força do índice diminuiu. Em outubro/12, o crescimento do índice foi de 0,71%, acumulando 4,85% no ano e 5,99% em 12 meses, já em outubro/12, o crescimento foi de 0,57% (0,14p.p. menor), acumulando no ano 4,38% de alta e 5,84% em 12 meses. Porém, o governo e o BACEN tem também o desafio de controlar o índice de difusão do IPCA (índice que demonstra a parcela de itens dentro da cesta de itens que tiveram alta), que chegou a 67,7% do total, caracterizando uma inflação bem espalhada na economia.Para 2014, a expectativa do mercado é que o Banco Central seja mais neutro em suas reuniões e faça menos elevações da SELIC, devendo fechar o ano que vem com uma alta de apenas 0,5p.p. durante o ano.


O comércio sentirá o impacto do aumento dos juros, na medida em que os custos do crédito aumentam, dificultando o consumo por parte das famílias. Para o comércio seria muito bom se os juros caíssem, possibilitando um impulso extra no comércio nas datas de fim de ano, porém a pressão inflacionária que tem comprometido os orçamentos familiares justifica o aumento dos juros.


 


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