Notícias - 11 de novembro de 2014 Demissão de Trabalhador com Doença Grave Gera Reparo Moral Apoio ao Comércio Utilizando-se do princípio da dignidade da pessoa humana e do artigo 170, incisos II e III, da Constituição da República, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, do Rio Grande do Sul, determinou a reintegração de uma gerente de Banco ao quadro de empregados da empresa, uma vez que ela havia sido demitida por portar doença grave e incurável. O desembargador-relator salientou que a Instituição possuía responsabilidade para assegurar a efetiva aplicação dos princípios da dignidade humana, da solidariedade e dos valores sociais no âmbito laboral. Destarte, a empresa não poderia demiti-la por ser portadora de uma doença específica, já que tal conduta feriria, além dos princípios já citados, o da função social da propriedade. A decisão que condenou a empresa a indenizar moralmente a empregada considerou: ‘‘Comprovado o dano, a configuração da ofensa prescinde de prova quanto ao prejuízo causado, bastando restar configurado o desrespeito aos direitos fundamentais tutelados, pois a prática de ato ilícito atenta contra postulados consagrados na Constituição da República’’. Na petição a autora contou como ocorreu a demissão. Em 2000 foi admitida para trabalhar no interior, exercendo a mesma função até 2006, quando recebeu promoção para o cargo de gerente-geral. Em maio de 2007 foi transferida para outra cidade e em 2009 novamente. Até que em 21 de junho de 2010 teve o contrato rescindido, no mesmo dia em que o seu Sindicato emitiu Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A empregada cumulou pedidos na reclamatória trabalhista, requerendo a reintegração do seu último posto, o pagamento de danos morais e a nulidade da rescisão do contrato trabalhista. Os pedidos foram feitos sob a alegação de que na época que teve o contrato rescindindo já era evidente que possuía a doença, adquirida, segundo a trabalhadora, pelo excesso de jornada e pelo cumprimento de metas impossíveis de serem realizadas. Em contrapartida, a Instituição se defendeu argumentando que a rescisão contratual não era nula, pois não era oriunda de doença de trabalho ou acidente. Além do mais, o exame demissional havia constatado de que a empregada estava apta para ter o contrato rescindido, e o CAT teria sido emitido posteriormente a quebra do vínculo entre as partes. Portanto, o ato rescindente era eficaz, válido e legal. Em suma, o relator pontuou ainda que mesmo não comprovado que o exercício da atividade desempenhada pela empregada fosse o agente causador da doença contraída, ficou comprovado que a empresa não se prontificou a oferecer meios que amenizassem o seu sofrimento, não disponibilizando ao menos tempo plausível para que fosse iniciado o tratamento médico. O acordão foi proferido no dia 7 de outubro de 2014. Molise Andrade Ricardo Capanema Publicações similares Apoio ao Comércio 7 de outubro de 2026 Varejo une experiência do físico e comodidade do digital para ampliar vendas no Dia das Crianças Pesquisa da CDL/BH mostra que 41,9% dos empresários esperam vender mais neste ano. Loja física segue … Apoio ao Comércio 5 de outubro de 2026 Lojas de BH podem funcionar no feriado de 12 de outubro; veja as regras A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) informa que o comércio da capitalmineira está … Apoio ao Comércio 30 de setembro de 2026 Tíquete médio por presente no Dia das Crianças sobe 27,26% e chega a R$ 263 na capital mineira, aponta pesquisa da CDL/BH Consumidores pretendem comprar, em média, três presentes; brinquedos e roupas lideram a lista e 64,8% deixarão … Apoio ao Comércio 29 de setembro de 2026 Alterados os prazos do Simples Nacional e Regime Híbrido (IBS/CBS) para 2027 A CDL/BH informa que a Resolução CGSN Nº 194/2026 alterou os prazos e condições para a …