Notícias - 29 de julho de 2015 Gerencie a relatividade do tempo na crise Apoio ao Comércio Não param de surgir notícias ruins sobre o momento atual do País. A questão é qual a duração do “momento” e essa resposta depende da organização, sua atitude e foco. Decisões devem ser tomadas para superar as dificuldades presentes e para desenvolver novas oportunidades no futuro, simultaneamente. Mas como integrar essas ações? Inicialmente, devemos considerar que as dificuldades presentes se relacionam com a situação atual, mas não necessariamente apenas no curto prazo. A grande depressão americana teve início em 1929 e somente em 1933, com o New Deal, começou a ser revertida. Na época, as análises não previam essa longevidade. Esperamos que a crise brasileira tenha duração inferior a esse tempo, mas os executivos devem vislumbrar um cenário de médio/longo prazo e se preparar para esse período. Nesse quesito é fundamental que exista uma coordenação centralizada da crise, com foco na sobrevivência da organização no curto prazo. Ela deve dominar o cenário de mercado permitindo organizar informações, identificar impactos no negócio e realizar as próprias projeções, acelerando a velocidade de reação. Essas projeções são relativizadas pelo tempo. Por exemplo, em julho de 2014, a previsão do PIB brasileiro era um crescimento de 2% nesse ano. No último dia 09 o FMI reviu essa projeção para queda de 1,5%. A coordenação centralizada deve garantir, no dia-a-dia, uma postura sinérgica entre as áreas da organização, mas sem descuidar do futuro. Ela deve se preocupar com a manutenção da empresa no curto prazo, mas atentando para os próximos anos. A mensuração dos resultados e priorização das ações deve valorar benefícios futuros e assegurar que a proposta de valor da organização não seja prejudicada. Por exemplo, cortar projetos relacionados a melhoria da experiência no PDV, em varejos com grande dependência da loja física, pode interromper um relacionamento de longo prazo que vem sendo construído com os clientes. O corte indiscriminado de (novos) projetos como resposta a uma época de “vacas magras” é uma falha grave. Por exemplo, uma empresa que opte por cortar um projeto de entrada no e-commerce estará desprezando uma oportunidade de R$ 35,8 bilhões (em 2014) e 61,6 milhões de usuários. Certos projetos, como o mencionado, visam o aumento de competitividade futura e o crescimento agressivo. São iniciativas que preparam a organização para o momento de retomada da economia, de forma mais acelerada e antecipada. Há outros projetos, como o lançamento de novos produtos e inovações, que podem gerar “oceanos azuis”, mesmo em épocas de retração do mercado. Esses investimentos devem ser preservados! O corte com foco no presente poderá trazer grandes malefícios no futuro. A inovação tem grande poder, principalmente em épocas de crise! Você nunca alugou tantos filmes como agora, mas não o faz na Blockbuster. Você registra fotos com maior frequência do que nunca, mas não usa o filme da Kodak. Imagine se na crise da aviação de 2001/2002 a Gol optasse por retrair seus investimentos. Provavelmente nunca teria o tamanho atual. Lembrando que ela foi criada em 15 de janeiro de 2001. Em 1905, Albert Einsten afirmou que o tempo é relativo. Para um corpo parado, o tempo passa muito mais rápido. No caso das organizações, se você ficar parado, olhando e reagindo apenas ao presente, deixará de ser competitivo muito rapidamente. Encerro com uma reflexão? Você ainda está preocupado com o fim da máquina de escrever ou já esta pensando em como os drones podem agregar valor ao seu negócio? Artur Motta (artur.motta@gsmd.com.br) é diretor de Consultoria da GS&AGR Consultores. Publicações similares Apoio ao Comércio 26 de junho de 2026 Funcionamento do Comércio no dia 29 de junho, dia de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 A CDL/BH informa que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de … Apoio ao Comércio 24 de junho de 2026 Comerciantes terão linha de crédito exclusiva com taxas reduzidas no BDMG em parceria inédita com a CDL/BH Micro e pequenos empresários poderão acessar financiamento com condições especiais e até um ano para começar a … Apoio ao Comércio 9 de junho de 2026 Vendas para o Dia dos Namorados devem ganhar força nesta semana em Belo Horizonte Pesquisa da CDL/BH apontou que seis em cada dez consumidores irão comprar o presente nos próximos … Apoio ao Comércio 5 de junho de 2026 Dia dos Namorados deve movimentar comércio de BH com gasto médio de R$ 264 por presente Valor previsto pelos consumidores é 42% maior que em 2025; roupas, cosméticos e calçados lideram a …