Notícias - 28 de maio de 2021 O imposto mais caro do mundo e o pior retorno em serviços públicos Apoio ao Comércio Você sabia que desde 1º de janeiro, até os dias de hoje, nós já pagamos mais de R$ 1,038 trilhão em impostos? Para transportar este valor em notas de R$ 100 seriam necessários 341 containers de 20 pés. Aplicado na poupança, ele renderia mais de R$ 8 mil por hora e mais de R$ 200 mil por mês. Somente em São Paulo, principal capital econômica do país, a arrecadação tributária, até ontem, já tinha superado a casa dos R$ 12 bilhões. Em Belo Horizonte, foi mais de R$ 1,681 bilhão. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), que incide sobre todas as etapas da cadeia de produtos e de prestação de serviços, é o líder de arrecadação. Ele representa uma fatia de 70% na categoria de produção e circulação, refletindo diretamente no varejo. Desde a compra de um celular ao consumo de um hambúrguer pagamos impostos. Cada item possui sua taxa, mas, no geral, o Brasil está na lista dos 30 países do mundo com a maior carga tributária. E, para pagar este alto preço, trabalhamos muito. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em 2020 foram 151 dias trabalhados somente para quitar impostos. Em média, trabalhamos 153 dias para arcar com esse pagamento. Em valores, isso significa que a tributação, em relação à renda, consumo e patrimônio do brasileiro corresponde a 41,25% dos gastos. Os altos impostos sem retorno real têm um forte impacto na economia. A tributação faz com que os produtos sejam mais caros, por consequência os consumidores compram menos. Resultado? O varejo tem seus números prejudicados e, com isso, precisa repassar o valor dos impostos para os produtos, gerando menos venda e queda na geração de emprego. Sem fonte de renda fixa, as pessoas consomem menos. Mas não pense que acabou. Ainda segundo o IBPT, ocupamos o primeiro lugar no pódio dos países que dão o pior retorno desse valor arrecadado para a população. Sabe aquela sensação de pagar e não levar? Ou melhor, conhece aquela brincadeira “Expectativa x Realidade”, tão comum nas redes sociais quando compramos um produto pela internet? Ela é o retrato fiel do retorno de nossos impostos. Pagamos, mas não levamos. E, quando levamos, o produto é bem diferente do divulgado. É preciso que o poder público se conscientize da urgente necessidade de oferecer à população um retorno eficaz deste montante trilionário. São diversos setores precisando do retorno dos impostos pagos pela população: saúde, educação, segurança, transporte, dentre outros. São muitos os segmentos que necessitam de investimentos urgentes. Por isso, ações como o Dia Livre de Impostos (DLI), que está sendo realizada hoje, são importantes para conscientizar a população e também chamar a atenção do poder público para uma reforma tributária e, sobretudo, de um retorno para a população dos tributos pagos. Diga-se de passagem, o DLI começou a tomar corpo a partir da iniciativa e do envolvimento da CDL/BH. Neste DLI, que está em sua 15ª edição, Belo Horizonte conta com mais de 300 lojas participantes. Em todo o país são 1.713 lojas, 224 cidades de 24 estados. A cada ano os números da ação aumentam, o que demonstra um interesse do varejo em questionar a alta carga tributária e o quanto isso é prejudicial para o avanço do setor. Na data, os empresários comercializam seus produtos e serviços sem impostos e, desta forma, os consumidores conseguem enxergar com mais clareza a diferença dos valores com e sem as taxas. No site www.dialivredeimpostos.com.br é possível acessar a lista completa de lojas participantes em Belo Horizonte e outras cidades. É importante dizer: não somos contrários aos impostos. Temos consciência de que esse dinheiro é importante para que o poder público possa arcar com suas contas e responsabilidades. Somos contra as taxas abusivas e, principalmente, à falta de retorno de serviços públicos para a nossa população. Nesta pandemia, por exemplo, vimos o tanto que o nosso sistema de saúde necessita de mais investimentos. Muito mais que uma oportunidade para adquirir produtos a preços melhores, o DLI é um manifesto de cidadania, uma oportunidade para protestarmos contra essa realidade onerosa que tanto afeta o nosso poder de compra, o comércio varejista e também o mercado de trabalho. Marcelo de Souza e SilvaPresidente da CDL/BH Publicações similares Apoio ao Comércio 29 de julho de 2026 Lojistas estimam crescimento de até 20% em vendas para o Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH mostra expectativa positiva para a data, com investimento em estoques, promoções e estratégias … Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à …