Notícias - 25 de maio de 2016 Superior Tribunal de Justiça firma entendimento em repetitivo sobre inscrição em cadastro de inadimplentes Apoio ao Comércio O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento realizado no dia 27 de abril de 2016, firmou entendimento acerca da anotação indevida realizada por credor em cadastro de inadimplentes, nos casos em que o indivíduo tiver registro legítimo anterior nos órgãos de proteção ao crédito, não gerando indenização por danos morais. O STJ decidiu que nessas situações é garantido ao indivíduo o direito ao pedido de cancelamento da negativação, quando inscrita indevidamente pelo credor, entretanto, não caberá o valor indenizatório quando o devedor tiver inscrição válida anterior à anotação indevida. O ministro relator apresentou o seu voto no sentido de assegurar o direito à indenização por negativação errônea, ainda que houvesse inscrição anterior válida. “Mesmo consumidores superendividados ou com anteriores e preexistentes problemas de cadastro negativo têm honra e sofrem dano moral”, defendeu o Ministro. Entretanto, a maioria dos ministros da seção entendeu que deveria ser estendida às entidades credoras a aplicação da Súmula 385 do STJ, abaixo transcrita: Sumula 385 – STJ: Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento. De acordo com a decisão, não cabe indenização por dano moral quando há anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, se o prejudicado tiver negativação legítima preexistente, sendo que o bem tutelado, a inscrição indevida, fica prejudicado pelas negativações anteriores. Do recurso que embasou a decisão Na ação original, o autor pedia indenização por danos morais a entidade de crédito devido ao lançamento de dívida em seu nome nos órgãos de proteção ao crédito. Alegando em seu pedido que a negativação impediu-o de abrir uma conta bancária. A sentença determinou o cancelamento do registro indevido, mas afastou o direito ao recebimento de indenização. O juiz registrou que o estudante tinha outras 15 pendências financeiras em seu nome, não havendo, nesse caso, a caracterização do constrangimento moral. A sentença foi mantida pela segunda instância, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Em recurso interposto ao STJ, após a definição da tese adotada para o repetitivo, com a ampliação das entidades submetidas à Súmula 385, a Segunda Seção negou provimento por maioria de votos o recurso do autor. Esta decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá embasar julgamentos em recursos semelhantes na Justiça brasileira. Anne Caroline Cunha Costa Advogada – CDL/BH Publicações similares Apoio ao Comércio 25 de março de 2026 Mais de 80% dos lojistas dos segmentos de bombonieres e peixarias de BH estão otimistas com as vendas para a Páscoa A expectativa dos empresários é que 66,83% dos consumidores mantenham ou aumentem o consumo em relação … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Inadimplência dos consumidores de BH no mês de fevereiro fica abaixo da média nacional Apesar do crescimento de 6,02% em fevereiro, capital mineira apresenta desempenho mais favorável que o país … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 MEI e Simples podem mudar: projeto avança e anima o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, caso o PLP 108/2021 seja aprovado em definitivo, haverá impacto positivo para as … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, queda é um bom caminho para a retomada de investimentos, melhora no acesso …