Notícias - 20 de junho de 2018 Transporte vive guerra de preços há 3 anos, diz pesquisa Apoio ao Comércio A maioria das grandes transportadoras brasileiras esperava crescer em 2018, os donos das cargas cortavam gastos com fretes pelo terceiro ano consecutivo. Para executivos, país vive situação de perde-perde, e pode piorar em 2019. O descompasso, explícito na pesquisa Visão Gestão de Fretes Brasil, é uma das peças do quebra-cabeça do transporte de carga no Brasil, que desembocou em paralisação de 11 dias no mês passado. A pesquisa ouviu cerca de 100 embarcadoras (empresas que contratam fretes, como indústrias, hipermercados e redes de varejo), em segmentos de carga de alto valor, como remédios, cosméticos, autopeças e eletrônicos. Estes segmentos em que o transporte precisa ser de melhor qualidade e, por outro lado, o custo do frete pesa menos que no caso de mercadorias de valor mais baixo. A balança da oferta e demanda jogou contra as empresas de logística neste período: passou a faltar frete e sobrar caminhão. O movimento caiu 26% abaixo do registrado entre 2003 e 2007, e segundo cálculos da consultoria A. C. Pastore & Associados, a frota de caminhões subiu 25% entre 2010 e 2016. Os números do setor como um todo já apontam para um descompasso, a situação é ainda pior para produtos de consumo, já que o volume de carga do agronegócio não caiu, diz o economista e especialista em logística Ricardo Araújo, sócio da RC Sollis. A pesquisa mostra que as transportadoras esperavam desafogar as contas em 2018, mas as expectativas foram frustradas porque as embarcadoras reduziram de novo seus orçamentos para fretes. As grandes empresas, por sua vez, contratam autônomos, e transferiram o arrocho para eles. A alta no preço do diesel foi só o estopim da crise, diz o engenheiro Celso Queiroz, também sócio da RC Sollis e há 40 anos no setor. Paradoxalmente, o aperto aumentou com a contratação, pelas embarcadoras, de executivos com experiência em logística, que conseguiram encontrar com mais facilidade formas de baratear os fretes. O desequilíbrio do setor tem consequência negativa mais ampla, a carga tributária é muito alta e isto aumenta o risco de quebra das empresas. Fonte: Folha de São Paulo – Editada Publicações similares Apoio ao Comércio 26 de junho de 2026 Funcionamento do Comércio no dia 29 de junho, dia de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 A CDL/BH informa que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de … Apoio ao Comércio 24 de junho de 2026 Comerciantes terão linha de crédito exclusiva com taxas reduzidas no BDMG em parceria inédita com a CDL/BH Micro e pequenos empresários poderão acessar financiamento com condições especiais e até um ano para começar a … Apoio ao Comércio 9 de junho de 2026 Vendas para o Dia dos Namorados devem ganhar força nesta semana em Belo Horizonte Pesquisa da CDL/BH apontou que seis em cada dez consumidores irão comprar o presente nos próximos … Apoio ao Comércio 5 de junho de 2026 Dia dos Namorados deve movimentar comércio de BH com gasto médio de R$ 264 por presente Valor previsto pelos consumidores é 42% maior que em 2025; roupas, cosméticos e calçados lideram a …