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CDL/BH reivindica funcionamento do transporte coletivo

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Diante da greve dos motoristas do transporte público da capital, prevista para ter início nesta segunda-feira, 22, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) enviou na sexta-feira ofícios ao Tribunal Regional do Trabalho e ao Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região – STTRBH, solicitando que seja mantido o funcionamento mínimo da frota, previsto por lei.

“Reconhecemos a legitimidade do movimento grevista para defesa dos direitos dos trabalhadores, mas não podemos deixar de reconhecer também que isso causa reflexos negativos na economia municipal, pois diminui o fluxo de potenciais consumidores, afetando o comércio e serviços de nossa cidade”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Ainda de acordo com o presidente, a entidade está buscando junto às partes interessadas a preservação do percentual legal mínimo de atendimento à população. “Dessa forma, os trabalhadores do comércio e consumidores não ficarão privados do legítimo direito de comparecer aos seus postos de trabalho, bem como de efetuar suas compras, ir à escola, consultas médicas, e tantos outros compromissos diários”, afirma Souza e Silva.

O dirigente pontua ainda que a paralisação total do transporte público pode afetar o desempenho econômico neste período de retomada das atividades comerciais. “As últimas estatísticas revelaram que quase 800 mil pessoas utilizam o transporte coletivo da cidade, sendo que a maioria viaja em direção à região central, onde estão concentrados os principais corredores comerciais da cidade. Estamos em plena retomada da economia, às vésperas da Black Friday e das vendas natalinas. Uma paralisação total desse serviço pode causar um grande impacto negativo no comércio da capital”.

Orientação aos comerciantes
A CDL/BH orienta os lojistas que cada situação de atraso ou falta de funcionário, em decorrência da greve, seja analisada de forma específica e individual, assegurando a correta aplicação da legislação trabalhista vigente. E, se for possível, que os comerciantes ofereçam meios de transporte alternativos aos empregados e, assim, haja o funcionamento do comércio, especialmente por conta da atual crise econômica.

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