Notícias - 17 de novembro de 2014 Falência e Recuperação Judicial Apoio ao Comércio Um tema difícil de ser abordado no meio empresarial é a recuperação judicial, por expor a situação de crise de uma empresa. Apesar da resistência, é um assunto importante que, quando esclarecido, pode contribuir para que os empresários estejam preparados em caso de aperto financeiro e evitar a falência. Neste sentido, o presidente da Comissão de Falência e Recuperação Judicial da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB/MG), Bernardo Bicalho Mendes, participou da reunião plenária do Conselho Consultivo da CDL/BH, realizada na quinta-feira, 13 de novembro. Ele esclareceu o tema e forneceu cartilhas explicativas para os presentes na reunião. Segundo Mendes, ao contrário das concordatas que eram realizadas no passado, que não colaboravam para o reerguimento das empresas, atualmente existem dois modos eficientes do empresário buscar o restabelecimento do seu negócio no mercado. Uma delas é a recuperação judicial e a outra é a recuperação extrajudicial. A primeira delas é uma medida legal, em que a empresa devedora apresenta ao juiz um pedido formal, solicitando que lhe seja concedido o regime recuperação judicial. Neste caso, “o empresário apresentará aos seus credores a forma que deseja pagar suas dívidas em juízo”, explica o advogado. As vantagens para o empresário são proporcionar a chance de envolver maior número de credores e a suspensão de todas as ações judiciais ativas contra a empresa devedora pelo prazo de 180 dias. “A recuperação judicial é muito boa quando o empresário está em crise, mas diversas vezes ele deixa para última hora”, alerta o presidente da comissão de falência da OAB/MG. Bernardo Bicalho Mendes deu como exemplo o empresário Eike Batista. “Se ele tivesse feito isso há um ano, poderia ter evitado todo o desgaste e a imagem dele atualmente seria outra”. Já a recuperação extrajudicial, como o próprio nome diz, é fora dos meios judiciais. Nesta recuperação, o empresário negocia diretamente com seus credores e caso 3/5 deles estejam de acordo, o cumprimento se torna obrigatório. Esse acordo pode ou não ser homologado por um juiz. De acordo com Mendes, é importante destacar que as dívidas tributárias e trabalhistas, que derivam de arrendamento mercantil e outras, não são incluídas nessa negociação. Mesmo assim, “a recuperação extrajudicial é mais rápida e financeiramente mais atrativa”, conclui Mendes. Bráulio Filgueiras Comunicação e Marketing CDL/BH Publicações similares Apoio ao Comércio 29 de julho de 2026 Lojistas estimam crescimento de até 20% em vendas para o Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH mostra expectativa positiva para a data, com investimento em estoques, promoções e estratégias … Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à …