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40% dos micro e pequenos empresários estão pessimistas com o futuro da economia

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O ano de 2015 terminou com a economia brasileira em recessão e uma percepção de piora no ambiente de negócios cada vez maior que têm afetado a confiança dos prestadores de serviços. O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) registrou 40,03 pontos em dezembro. Embora o resultado tenha sido  o maior da série iniciada em maio de 2015, o indicador segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, mostrando que a maior parte dos MPEs continua pessimista com o ambiente econômico do país. 40,38% dos empresários se dizem pessimistas em relação a expectativa da economia brasileira nos próximos seis meses.


 


Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o cenário econômico e político não inspira otimismo. "Mesmo na época das festas de fim de ano, que costuma ser favorável para os resultados de vendas, as expectativas não são as melhores", diz. "A inflação reduz o poder de compra do consumidor, impactando diretamente o consumo das famílias e, consequentemente, o faturamento das empresas".


 


Também foi avaliado no Indicador de Confiança que, para os empresários entrevistados, as perspectivas para a evolução da economia são mais pessimistas do que as perspectivas para os seus próprios negócios. Esse resultado é recorrente, evidenciado em todas as sondagens ao longo do ano passado.


 


Para 83% dos MPEs, economia brasileira piorou nos últimos meses


 


Uma das aberturas do Indicador de Confiança, chamada de Indicador de Condições Gerais e que mensura a percepção do empresariado tanto em relação à trajetória da economia como de seus negócios nos últimos seis meses, registrou26,34 pontos em dezembro. Isso representa uma melhora em relação ao mês de novembro, quando o número estava em 21,53 pontos.


 


O Indicador é composto por dois subindicadores: o primeiro, Condições Gerais da Economia, registrou 21,11 pontos em dezembro, frente aos 16,50 pontos no mês anterior. "O diagnóstico de que a economia piorou nos últimos meses foi compartilhado por 83,0% dos empresários e apenas 6,75% tiveram a percepção de que a economia melhorou", explica Kawauti. Para a economista, essa avaliação reflete o quadro recessivo da economia brasileira, que se agravou nos últimos meses, com aumento da inflação, dos juros, as quedas no volume de vendas do varejo e também do setor de serviços.


 


O segundo subindicador é o de Condições Gerais dos Negócios, que alcançou 31,56 pontos. O resultado ficou acima do observado no mês anterior (26,56), mas abaixo do nível neutro, de 50 pontos. O resultado mostra que, apesar da melhora, para a maior parte dos empresários o desempenho de seu negócio piorou nos últimos seis meses – em dezembro, esse diagnóstico era compartilhado por 63,13%.


 


 


Expectativas para os negócios superam as percepções para economia


 


Em dezembro de 2015, o Indicador de Expectativas – apurado em duas dimensões, a da economia e a dos negócios – registrou 50,29 pontos, ligeiramente abaixo do valor observado no mês anterior (50,82).


 


Como nos meses anteriores, as expectativas com os negócios superam as expectativas com a economia. No primeiro caso, foram registrados 54,97 pontos; já no segundo caso, 45,61 pontos. "A maioria relativa dos empresários, 43,88%, expressa confiança com relação aos negócios. Essa proporção diminui quando se considera a economia: 29,25% se dizem confiantes para os próximos seis meses, contra 40,38% que se dizem pessimistas", analisa o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.


 


Para 33,6% dos entrevistados que manifestaram confiança em relação ao futuro de seus negócio, o principal motivo mencionado é que a economia irá se recuperar, com queda da inflação, aumento das vagas de emprego e também das vendas. Outros 24,5% não sabem exatamente o porquê estão confiantes, mas dizem ter "um sentimento de que as coisas vão melhorar".


 


Já entre os que têm confiança em relação à economia, as principais razões são a crença de que a crise política será resolvida, citada por 37,6% dos MPEs, e a percepção de que o país tem um forte mercado consumidor, citada por 30,3% dos entrevistados.


 


"Ainda que os prognósticos de especialistas sugiram mais um ano de crescimento negativo do PIB em 2016 e umambiente econômico adverso, uma quantidade considerável de micro e pequenos empresários está relativamente confiante com relação aos seus negócios", afirma Pinheiro. "Isso pode ser explicado pelo fato de que muitos acreditam que uma gestão eficiente de seu próprio negócio pode ajudá-los a enfrentar as dificuldades impostas pela crise", explica.


 


 


Fonte: SPC Brasil


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