Notícias - 20 de novembro de 2019 A desigualdade de renda do trabalho para de piorar, após 4 anos Apoio ao Comércio A desigualdade da renda dos trabalhadores parou de piorar no terceiro trimestre deste ano, após um ciclo de cerca de quatro anos de elevação da disparidade salarial entre ricos e pobres. Os dados são do levantamento da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do trabalho foi de 0,628 no terceiro trimestre deste ano, igual ao do terceiro trimestre do ano passado. O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do trabalho foi de 0,628 no terceiro trimestre deste ano, igual ao do terceiro trimestre do ano passado – o índice varia dentro de uma escala de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o nível de disparidade de renda. De acordo com o pesquisador Daniel Duque, autor dos cálculos, o indicador exibia tendência de piora em relação ao mesmo período do ano anterior desde o quarto trimestre de 2015, quando ficou em 0,609. Naquele ano, os salários pioraram para ricos e pobres, mas a base da pirâmide sofreu mais intensamente os efeitos da recessão. O pico da desigualdade nesse período mais recente foi atingido no primeiro trimestre deste ano, quando o índice de Gini foi de 0,631. Os três primeiros meses do ano são, marcadamente, os piores para o mercado de trabalho. Assim, o índice até recua para 0,629 na passagem para o segundo trimestre, mas seguia em alta em relação a igual intervalo do ano anterior, comparação que não sofre a influência de fatores sazonais. Duque diz que a interrupção da sequência de piora da desigualdade de renda neste terceiro trimestre era aguardada, já que o índice mostrava movimentos cada vez menos desfavoráveis. Para ele, contudo, é cedo para afirmar que o ciclo de aumento da disparidade da renda chegou completamente ao fim. “O que parece claro é que o atual ritmo de melhora do mercado de trabalho está se mostrando finalmente capaz de absorver a parcela mais pobre da população, o que tende a puxar a desigualdade para baixo. Portanto, se melhorarmos só um pouco o ritmo, vamos começar a ver redução na desigualdade”, diz ele. Os cálculos foram realizados pelo economista da FGV a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada no dia 19 de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento acompanha a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O tema da desigualdade ganhou destaque nos últimos meses com protestos de norte a sul da América Latina, especialmente no Chile. A disparidade de oportunidades e a piora da qualidade de vida vêm sendo apontadas como uma das razões para o caldeirão de protestos na região, embora não exista uma explicação simples. “Já há ampla evidência de que desigualdade elevada traz menos bem-estar para uma população. Há menos coesão social, mais inquietação social e mais instabilidade política. Muito provavelmente, há uma relação causal entre os altos níveis de desigualdade da América Latina e a instabilidade estrutural do subcontinente”, diz Duque. Conforme divulgado pelo IBGE, a taxa de desemprego do país estava em 11,8% no terceiro trimestre deste ano, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (11,9%). No intervalo de um ano foi absorvido 1,533 milhão de trabalhadores, principalmente informais. Uma abertura regional mostra que a estabilização da desigualdade no terceiro trimestre foi acompanhada pela região Sudeste, que concentra 45% dos trabalhadores brasileiros. O índice de Gini da região foi de 0,603 no terceiro trimestre deste ano, o mesmo nível registrado um ano atrás. Outras regiões mostraram piora ou melhora da desigualdade no período. Entre os números melhores, o índice do Centro-Oeste passou de 0,575 no terceiro trimestre deste ano para 0,564 no mesmo período deste ano. Já o índice da região Norte melhorou de 0,628 para 0,620 por essa mesma base de comparação. “Nordeste e Sul registaram piora nessa comparação. “Nordeste e Sul registaram piora nessa comparação, mantendo assim o Nordeste com o pior índice nacional [0,684] e o Sul com a menor desigualdade [0,559]”, acrescenta Duque. Fonte: Valor Econômico Publicações similares Apoio ao Comércio 29 de julho de 2026 Lojistas estimam crescimento de até 20% em vendas para o Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH mostra expectativa positiva para a data, com investimento em estoques, promoções e estratégias … Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à …