Notícias - 28 de agosto de 2025 Apesar de menos inadimplentes que os de Minas Gerais e do Brasil, consumidores belo-horizontinos finalizaram mês de julho com mais dívidas em atraso Notícias gerais Segundo levantamento da CDL/BH, o cadastro de negativados em BH aumentou 6,54%, enquanto em Minas e no Brasil, o índice ficou em 8,8% e 7,98%, respectivamente. Juros elevados e falta de controle das contas e dos gastos contribuíram para este crescimento A inadimplência entre os consumidores da capital mineira cresceu 6,54% em julho de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este resultado supera a variação de junho (4,97%) e reflete pressões contínuas do cenário econômico sobre a capacidade de pagamento das famílias. Apesar do aumento da inadimplência entre os consumidores de Belo Horizonte, o índice de endividamento é menor em relação a Minas Gerais e Brasil. Em julho, a inadimplência entre os brasileiros cresceu 7,98% e em Minas o aumento ficou em 8,8%. Os dados fazem parte do levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Para o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, o cenário de juros elevados e inflação persistente contribuíram para o crescimento da inadimplência, mas a falta de educação financeira dos consumidores também é um componente importante neste contexto. “O descontrole financeiro com a falta de planejamento no uso do crédito e com gastos não planejados são algumas das causas para o aumento da inadimplência”, disse. “O ideal é registrar tudo o que se ganha e se gasta”, completa. Resistência ao controle financeiro De acordo com uma pesquisa realizada em agosto deste ano pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, com consumidores com contas em atraso há pelo menos três meses, 37% dos inadimplentes residentes nas capitais do país admitem que não fazem gestão dos próprios ganhos e gastos, sobretudo porque fazem o controle de cabeça (17%). As principais razões apontadas pelos inadimplentes para a falta de controle orçamentário indicam que a resistência à gestão financeira não está ligada apenas à falta de interesse, mas também a experiências frustrantes e a desafios estruturais associados à instabilidade da renda. Entre eles, 16% relatam já terem monitorado seus gastos, porém, sem perceber resultados relevantes, o que os desmotivou a continuar. Outros 15% atribuem a dificuldade à falta de disciplina para administrar as despesas, enquanto 14% ressaltam a inconstância dos rendimentos ou mesmo o desconhecimento exato de seus ganhos. Mulheres são mais inadimplentes, mas os homens têm dívidas com valores mais altos A inadimplência de pessoas físicas em Belo Horizonte, apresentou no mês de julho, estabilidade na divisão por gênero. As mulheres representam 46,81% do público inadimplente na capital mineira e os homens, 43,79%. Mas são eles que acumulam valores médios de dívida mais altos. Enquanto a dívida média entre as mulheres é de R$ 5.381,16, a dos homens é de R$ 5.658,80. “Esse cenário reforça a necessidade de políticas de educação financeira e acesso sustentável ao crédito para ambos os grupos, considerando as diferenças de renda e perfil de endividamento”, reforça o presidente da CDL/BH. Os percentuais mais elevados de inadimplência concentram-se entre adultos de 50 a 64 anos (23,58%); 40 a 49 anos (22,51%) e 30 a 39 anos (22,48%). Segundo Souza e Silva, esse comportamento pode ser explicado por fatores econômicos e demográficos. “Essas faixas representam o período de maior atividade econômica e acúmulo de responsabilidades financeiras, como aquisição de bens de maior valor e sustento familiar, o que amplia tanto o acesso ao crédito quanto ao risco de endividamento”. O percentual de inadimplência nas demais faixas ficou assim dividido: 65 a 84 anos (15,05%); 25 a 29 anos (9,02%); 18 a 24 anos (3,6%); 85 a 94 anos (2,47%) e maiores de 95 anos (1,03%). “As faixas mais jovens e mais idosas apresentaram níveis reduzidos, refletindo tanto menor exposição ao crédito quanto menor capacidade ou necessidade de endividamento”, conclui o presidente da CDL/BH. Crédito fotográfico: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Publicações similares Apoio ao Comércio 26 de junho de 2026 Funcionamento do Comércio no dia 29 de junho, dia de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 A CDL/BH informa que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de … Notícias gerais 24 de junho de 2026 Caminhada Cultural pela memória urbana da capital mineira O roteiro, preparado pelo Ponto Cultural CDL, apresentará aos participantes como o comércio ajudou a moldar … Notícias gerais 22 de junho de 2026 Prêmio CDL/BH de Jornalismo tem oito categorias As inscrições começaram dia 15. Profissionais e estudantes podem enviar trabalhos publicados entre 22 de julho … Notícias gerais 22 de junho de 2026 CDL/BH avalia que redução da Selic fortalece o reaquecimento gradual do consumo Comércio vê avanço na confiança do consumidor e do empresário e espera reflexos positivos nas vendas parceladas …