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Cenário político atual

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As perspectivas para as eleições 2014, em que escolheremos novo presidente da República, governador de Minas Gerais, senadores e deputados federais e estaduais, foram tema de palestra proferida pelo cientista político e professor Malco Camargos na última quinta-feira, 14 de agosto, na sede da CDL/BH. Ele fez uma análise sobre o cenário político atual durante a reunião semanal do Conselho Consultivo da Entidade para os empresários e convidados presentes.


 


Segundo Camargos, o cenário político nacional viveu uma reviravolta em 2013. No primeiro semestre do ano passado, o governo da presidente Dilma Roussef conquistou seu maior índice de aprovação, graças a melhoria da condição de vida dos brasileiros. Entretanto, em junho de 2014, as manifestações, que surgiram sobretudo devido a baixa avaliação dos serviços públicos como saúde, educação e segurança, fizeram esse índice despencar. 


 


Este ano, o sentimento dos brasileiros por mudança é médio, de acordo com Camargos. A maioria da população não está satisfeita com os rumos que o país está levando, mas tem receio de que um novo governo leve o país a pior.


 


E com a morte do candidato Eduardo Campos, a disputa presidencial ficou ainda mais indefinida. Agora, o PSB tem três alternativas: a primeira delas e a mais improvável, segundo Malco, é a desistência do pleito; o lançamento da vice, Marina Silva, como candidata à presidência é o mais provável, no entanto deve sofrer muita resistência na cúpula do PSB devido às divergências partidárias; a terceira alternativa é a candidatura de uma das lideranças do PSB e a mais cotada para o pleito é Luiza Erundina.


 


 


Minas


 


No cenário estadual, pesquisas não apontam anseio de mudança nos mineiros. O atual governo é bem avaliado, no entanto o candidato Pimenta da Veiga não é conhecido de grande parte do eleitorado. Por outro lado, Pimenta conta com seus padrinhos Anastasia e Aécio para reverter as últimas pesquisas que indicam a eleição de Pimentel.


 


No legislativo, Marco afirma que “política não é lugar para novatos”. O índice de reeleição no Estado é muito alto, enquanto que as chances de eleição de novos candidatos ao pleito são mínimas.


 


Camargos finaliza dizendo que ainda há muito a acontecer nessas eleições, nada está definido, ainda mais que as propagandas eleitorais e o horário político de rádio e TV ainda não se iniciaram.  


 


 


Débora de Oliveira e Dálcia de Oliveira


Comunicação e Marketing da CDL/BH

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