Notícias - 29 de julho de 2021 Conheça as tecnologias melhoram as vendas e o atendimento Apoio ao Comércio “A Inteligência Artificial analisa todo o histórico de interação com os canais de venda e associa os perfis similares. A partir disso, é possível fazer uma oferta mais adequada ao perfil do cliente. Esta customização de cada uma das etapas de compra, indo até a entrega, é muito importante e pode ser feita de maneira online, sem a interferência humana”, destacou Rodrigo Bertin, diretor de Soluções de IA da DataRobot na América Latina. O diretor da DataRobot diz que o objetivo final destas tecnologias deve ser, direta ou indiretamente, facilitar a vida dos clientes. “Se não há uma ajuda ao cliente, é preciso repensar como está utilizando a tecnologia. Entendendo que os clientes interagem com as empresas por diferentes canais, se não tiver algo centralizado e que consolide todas estas interações, visando melhorar a prestação de serviço, terá bastante dificuldade de atender com a velocidade e a personalização que os seus clientes esperam”, alertou Bertin. O CEO da Mozaiko – que desenvolve tecnologia para a gestão da cadeia logística –, George Millard, também falou sobre as soluções de alta performance para o varejo. Para o empreendedor, o principal desafio do comerciante nos dias de hoje é atender ao imediatismo dos consumidores, e para isso, a tecnologia é essencial. “Para ter velocidade, é preciso ter tecnologia. E hoje, não basta entrar no comércio eletrônico, é necessário investir no phygital (mistura do varejo físico como o digital), e na omnicanalidade (ter várias canais de vendas e atendimento). Isso porque não existe mais isso de ‘entrar na loja física, fazer a jornada de consumo lá dentro, comprar e ir embora’. O consumidor vai à loja física para utilizá-la como uma plataforma de experiência, mas faz a compra no online; ou pode ainda comprar digitalmente e buscar na loja. Tem uma série de variáveis que transformou a logística num grande desafio”, avaliou Millard. Com o investimento em tecnologia é possível gerir, em tempo real e paralelamente, os diversos canais de venda e atendimento, bem como os meios de entrega e pagamento. Ou seja, permite otimizar a cadeia logística, dando visibilidade e rastreabilidade para todos os processos envolvidos na compra e venda. A tecnologia RFID – etiquetas inteligentes –, por exemplo, facilita a vida dos vendedores, pois torna as operações dentro da loja mais rápidas e simples. Isso porque, entre outras coisas, as etiquetas inteligentes agilizam a reposição do estoque e a movimentação do caixa. “Com o varejo tendo que lidar com lojas físicas, canais digitais e centros e hubs de distribuição, é preciso ter uma precisão muito grande para saber o que se tem e onde se tem, caso contrário vai perder venda e frustrar o consumidor. A experiência tem que ser confortável e conveniente. Esta dupla é indispensável”, ensina o CEO da Mozoaiko. O futuro das lojas físicasCom o fortalecimento do comércio eletrônico e as mudanças de comportamento dos consumidores, em razão da pandemia da Covid-19, as lojas físicas ganharam um novo papel: “de ser muito mais um centro de conveniência para experiência do usuário, com serviços diferenciados, para alavancar/ativar o consumidor e trazê-lo para próximo da marca”, acredita George Millard. “Mas isso não significa que o usuário vai concluir tudo naquele ponto. Então, ter uma cadeia inteligente, uma smartchain, não deixa de ser fundamental”, acrescentou. A Hering, marca brasileira de moda, contou com a ajuda da Mozaiko para promover uma experiência inovadora dentro de suas lojas. Implantou em alguns pontos o Provador Inteligente, por meio do qual o cliente pode consultar detalhes sobre as peças que levou para a cabine, chamar o vendedor de lá e ainda solicitar outros modelos e numerações. Tudo isso é possível porque foram instalados um sensor e uma tela dentro do provador. O sensor identifica os produtos marcados com etiquetas especiais, quando o cliente entra no provador, e manda a informação para a central, que em seguida mostra na tela os detalhes dos produtos. Em apenas alguns toques, é possível ainda interagir com a equipe da loja e conhecer mais produtos e serviços. Segundo o CEO da Mozaiko, esta é uma forma de promover uma experiência qualificada de consumo. “A loja física está se tornando um canal de comunicação e centro de conveniência de serviços, com o papel de reforçar a marca e ativar e atrair o cliente. E nada melhor do que utilizar a tecnologia dentro da loja para isso”, ressaltou o George Millard. Para os pequenos varejistas, que têm recursos limitados para investir em tecnologia, Millard aponta os marketplaces como uma opção, uma vez que contam com inúmeras ferramentas para melhorar as vendas e o atendimento ao cliente. “Se não tem como investir em tecnologia, pode fazer uma parceria com um grande varejista. Mas para o médio varejista, há as tecnologias SaaS (software as a service), que não tem um investimento muito grande em ativos, mais em serviços. Entretanto, no futuro próximo estas tecnologias estarão mais acessíveis”, sentenciou o especialista. 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