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Conheça os seis pontos de atenção do varejo, no Brasil, neste segundo semestre

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O varejo no segundo semestre no Brasil será marcado por uma série de fatores para além daqueles sazonais já previstos anualmente e que irão determinar mudanças relevantes no comportamento das vendas e dos resultados.


 


Saiba mais sobre dos seis pontos que devem ser considerados na revisão das previsões feitas anteriormente.


 


1. Devolução de R$ 34 bilhões do PIS-PASEP vai injetar gás adicional no consumo. Essa devolução irá ocorrer no início deste segundo semestre e, estimativa conservadora, dependendo do momento em que for liberada, indica que algo entre 30 e 40% desse total poderá ser direcionado para o consumo e o varejo. Do valor a ser liberado, parte irá para saldar dívidas, que se encontram em patamar histórico bastante baixo, e outras serão destinadas para eventual poupança ou consumo.


2. Mais concorrência e promoções entre as maiores redes de supermercados. Na última semana, o CADE aprovou a venda do controle do Walmart para o fundo internacional Advent, que já anunciou Luiz Fazzio, ex-Carrefour, Walmart, Pão de Açúcar e Tok Stok, como novo CEO da empresa. Essa mudança vai injetar ainda mais competitividade no setor e a recuperação de vendas e participação irá repercutir nos resultados e desempenho dos concorrentes mais diretos e também nos indiretos.


 


3. O enigma político. O segundo semestre será marcado pelos dois turnos das eleições para presidente e governadores. Se no quadro para governadores as perspectivas começam a ser melhor desenhadas, no cenário presidencial se torna cada vez mais obscuro e preocupante. Cenário que coloca o país, especialmente o setor empresarial, preocupado e cauteloso, postergando investimentos e contratação de funcionários para novos projetos. Quando não buscando outros mercados para novos investimentos ante a indefinição e as perspectivas locais.


 


4. Crédito ao consumo caro e escasso. Nesse capítulo puco deve mudar. É o mesmo cenário que tivemos nos últimos cinco anos, reflexo de um comportamento cauteloso e a excessiva concentração do setor financeiro no Brasil. Apesar de tentativas do Banco Central de atuar pela redução da concentração, no curto prazo dificilmente algo irá se alterar no cenário onde os cinco maiores bancos do país representam 82% da atividade financeira total. Tal cenário leva a uma timidez flagrante na oferta de crédito ao consumo.


 


5. Massa salarial estável e sem crescimento real. Emprego e renda tendem a não crescer no período, apesar de ser um período eleitoral, tradicionalmente gerador de emprego, ao menos por conta de investimento público. O quadro de incerteza afetando o setor privado e mais, as dificuldades para equilibrar as contas públicas não contribuirão para o aumento do emprego e da renda no período, o que determinará, conjugado com a baixa oferta de crédito, um quadro de menor potencial e propensão para consumo.


 


6. Quadro cambial pode afetar o comportamento da inflação. O que de mais positivo aconteceu nos últimos semestres no país foi o comportamento declinante da inflação que ensejou uma percepção positiva do consumidor e que impactou sua confiança, especialmente aquela que considera o longo prazo.


 


Fonte: Mercado&Consumo – Editada


 

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