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CRESCE O NÚMERO DE CONSUMIDORES QUITANDO AS DÍVIDAS NA CAPITAL MINEIRA

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Melhora do mercado de trabalho e Desenrola Brasil têm contribuído para que belo-horizontinos deixem o cadastro de negativados. Inadimplência na cidade também está abaixo do índice do país 

Os belo-horizontinos estão conseguindo honrar com seus compromissos financeiros e deixar o cadastro de negativados. De acordo com levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) cresceu em 15,84% o número de consumidores que legalizaram seus débitos em atraso na capital mineira. O índice diz respeito à variação mensal, que contempla o mês de julho deste ano em comparação ao mês anterior. 

Na avaliação do presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, este crescimento é efeito da melhora do mercado de trabalho, da desaceleração da inflação e do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil. “No mês de junho, foram criadas 46 mil vagas formais de emprego na capital mineira. Também tivemos um recuo inflacionário, além da repactuação de dívidas que, somente nas quatro primeiras semanas, já limpou o nome de mais de 5 milhões de pessoas em todo o país”. O dirigente destaca ainda que a tendência para os próximos meses é que mais consumidores paguem suas contas em atraso, em função do pagamento do 13º salário e da redução da taxa de juros. 

Na análise por gênero, tanto homens quanto mulheres apresentaram crescimento na regularização de seus débitos. No entanto, elas possuem um percentual menor (13,34%) em comparação a eles (13,94%). Em relação ao pagamento de contas em atraso por faixa etária, o grupo populacional entre 30 e 64 anos se destaca, já que representa a maioria em atuação no mercado de trabalho. 

“Em Belo Horizonte, a taxa de desemprego é maior entre as mulheres. Além disso, elas também possuem rendimentos inferiores aos homens. Sendo que a média salarial delas é de R$ 3.280 e deles, R$ 4.402. Esses fatores influenciam no poder de pagamento”, explica a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos.  

Efeito Desenrola Brasil

A volumosa renegociação de dívidas do Programa Desenrola Brasil tem gerado reações positivas do setor de comércio e serviços. “O brasileiro ficou com as contas atrasadas por muito tempo. Agora tem a chance de limpar o nome e voltar a consumir, especialmente itens de maior valor agregado. O alerta é para que realize um consumo consciente e não caia na reincidência da inadimplência”, aconselha Marcelo de Souza e Silva. 

Entre os dias 17 de julho e 11 de agosto, o Programa Desenrola Brasil somou R$ 8,1 bilhões em volume financeiro negociados, exclusivamente pela Faixa 2, no qual os  débitos bancários são negociados diretamente com a instituição financeira em condições especiais. Essa faixa inclui as dívidas bancárias dos clientes que tenham renda mensal superior a 2 salários-mínimos e menor que R$ 20 mil e que não estejam incluídos no Cadastro Único do Governo Federal.

Da mesma forma, o número de contratos de dívidas negociados chega a 1,296 milhão, beneficiando um universo de 985 mil clientes bancários. A adesão ao programa irá até o dia 31 de dezembro. Nesse mesmo período, apenas as instituições financeiras retiraram as anotações negativas de cerca de 5 milhões de registros de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100. O prazo para essa baixa de registros se encerrou em 27 de julho. Esse balanço não inclui baixas de registros de outros credores não bancários.

“Os números do Desenrola falam por si e são uma grande satisfação para todos, bancos, governo e a sociedade. A grande adesão e o interesse pelo programa na Faixa 2 são uma amostra do que virá em setembro, com a Faixa 1”, avalia o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Para a economista Ana Paula Bastos, o impacto do Desenrola Brasil será sentido de forma mais significativa no supertrimestre. “Em outubro iniciamos a sequência de meses com grandes datas para o varejo: Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Com mais consumidores aptos, a tendência é que o comércio tenha um desempenho melhor. Fora isso, a desaceleração da inflação irá fortalecer o poder de compra das famílias”, analisa a especialista. 

Moradores de BH também devem menos que o restante do país 

Em julho de 2023, o volume de brasileiros com contas em atraso cresceu 6,79% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a  Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Já na capital mineira, de acordo com levantamento da CDL/BH, na comparação de julho deste ano com o período de 2022, o avanço foi de 4,63%.

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