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Ela saiu da ‘zona de conforto’ e fez o seu negócio prosperar: conheça a história de Fátima Homem, proprietária da papelaria Van Gogh

Conquistas e Ações da CDL/BH

A expressão ‘sair da zona de conforto’ se encaixa perfeitamente na vida da empreendedora Maria de Fátima Sobrinho Homem, proprietária da papelaria Van Gogh, umas das mais tradicionais de Belo Horizonte, localizada na região da Pampulha.

Isso porque, ainda na década de 1980, Fátima Homem, como é conhecida, morava em São Paulo e trabalhava em um banco. Nessa mesma época, ela foi transferida para Belo Horizonte e pouco depois saiu do emprego para atuar na área de comunicação dos jornais Diário de Minas e Hoje em Dia.

Durante alguns anos, Fátima atuou no segmento, mas, novamente, decidiu sair do emprego para começar a empreender. Ela e mais duas amigas abriram uma agência de publicidade. Tudo caminhava bem até que em 1992, em seu segundo casamento, a empreendedora ficou grávida e teve a sua filha caçula chamada Raissa. Fátima já era mãe de Henrique, fruto de seu primeiro casamento.

A partir deste momento, Fátima decidiu comprar parte da papelaria Van Gogh, que era da família do seu marido e ficava a apenas três quilômetros de sua casa. E o detalhe mais importante: ela não conhecia nada a respeito do segmento. “Tive que estudar muito para entender tudo a respeito do negócio e de como eu poderia me diferenciar da concorrência”, ressalta.

Naquela época, o empreendimento era pequeno, mas já conhecido na região. No entanto, ela buscou conhecimento e estratégia para iniciar a expansão do seu negócio. Para isso, ela utilizou-se da velha máxima de que “empreender, é enxergar novas formas de resolver problemas”.

“Eu ia muito a São Paulo para participar das feiras escolares para saber o que tinha de novidades para trazer para cá. Eu reunia tudo de mais interessante e apresentava nos centros de ensino e empresas daqui. O objetivo era oferecer uma lista completa para que os pais não precisassem pesquisar em outros lugares, pois oferecíamos produtos com o melhor preço em relação aos concorrentes”, lembra.

Com o passar dos anos, a Van Gogh acrescentou novos segmentos ao negócio, passando a atender os setores de brinquedos, embalagens e livros, além de ter migrado para uma loja maior.

Transição

Em 2002, Henrique começou a trabalhava na empresa. Dois anos depois, a sua irmã, Raissa, reforçou o time. Nasceu assim, a segunda geração à frente do negócio. De lá para cá, muitos desafios foram vencidos. E um dos mais desafiadores foi o período da pandemia, uma vez que a loja ficou fechada durante, assim como todo o comércio.

No entanto, a tradicional papelaria, que está há 40 anos no mercado, prosperou. Isso porque os proprietários do empreendimento inovaram ao realizar as vendas pela internet e whatsapp. “Nesse período, conseguimos vender ainda mais do que antes do isolamento social, pois nós entendemos a nova realidade que nossos clientes estavam passando. Por isso, levávamos as compras até as suas respectivas residências”, conta.

Orgulhosa do caminho percorrido até aqui, Fátima destaca o valor de ter os seus filhos continuar a percorrer os seus passos. “Digo a eles que, em primeiro lugar, nunca se deve mentir para nossos clientes. Temos que oferecer as melhores soluções para eles como se fosse para nós. Quero que entendam que a continuidade do negócio será de responsabilidade deles, principalmente em ter novas ideias, buscar diferenciais para fazer o nosso empreendimento prosperar. E isso, eles já estão fazendo”.

Parceria

Filiada da CDL /BH desde de 2010, Fátima destaca a importância em ter a entidade ao lado do seu negócio. “Costumo dizer que a CDL/BH é o suporte que o empreendedor precisa, uma vez que nos oferece produtos que ajudam muito a nossa vida, como o certificado digital, SPC Registro, além do apoio jurídico e treinamentos a palestras”.

A identificação com a CDL/BH é tamanha que Fátima indica novos empreendedores a se associarem à Entidade. “Sempre que posso faço isso, pois acredito que a união dos empreendedores, seja ele de diferentes segmentos, é a chave para fazer o comércio crescer como um todo”, diz.