Notícias -

Ela tomou ‘calote’ da empresa em que trabalhava e decidiu montar o próprio negócio; conheça a história de Kelli Ayres, proprietária da Papelar

Conquistas e Ações da CDL/BH

“Trabalhei dez anos em uma empresa. Na hora de receber o meu acerto, tomei calote. Então pensei: se for para ‘tomar cano’ de alguém que seja pela minha incompetência e não a dos outros”.

Foi com essa reflexão que Kelli Ayres decidiu abrir, em 2018, o seu próprio negócio no segmento de papelaria e brinquedo, a Papelar, localizada no bairro Grajaú, região oeste da capital.

A escolha pelo ramo de atividade aconteceu em família. Isso porque a mãe, o pai, o marido e as irmãs deram todo o apoio necessário para o início da jornada empreendedora, em especial uma delas que possui experiência no mercado, pois atua no segmento há mais de 20 anos. “Ela, praticamente, montou a minha papelaria. Me passou todo o know-how de fornecedores, atendimento, imobiliário. Enfim, tudo que eu precisava, o que facilitou muito a inserção da minha empresa no mercado”, conta.

O primeiro ano de negócio, como a grande maioria, foi para conseguir equilibrar as contas e se manter no mercado. Até então, tudo caminhava ‘conforme o script’. No entanto, em 2019, no segundo ano de existência da empresa, a pandemia chegou.

“Estávamos engatinhando no negócio. Foi um período muito difícil, pois não podíamos trabalhar de portas abertas. Eu não tinha volume de vendas online e tive que me virar para conseguir fazer algumas pelo whatsapp. Literalmente, lutamos para sobreviver”, relembra.

Já em 2020, as coisas começaram a melhorar. A ‘virada de chave’ ocorreu depois que Kelli decidiu trabalhar com serviços de impressões personalizadas como adesivos, cadernos, itens para festas de aniversários, rotulação de vidro para álcool em gel para comércios da região, entre outros.

“Esse foi o ponto crucial para alavancar o meu negócio. Se eu não tivesse optado em produzir esse tipo de produto, talvez não estivesse aberta hoje”.

Aumento nas vendas

A Papelar trabalha com um grande volume de impressões de documentos, sendo que a grande maioria dos clientes enviam esses arquivos por whatsapp. 

Atenta a essa realidade, Kelli montou uma grande base de cadastro, com cerca de 4.000 clientes. E foi por meio dessa ferramenta que ela conseguiu alavancar as vendas da empresa. 

“Para você ter ideia, quando eu posto algo no ‘status’ do whatsapp, tenho, em duas horas, cerca de 400 visualizações. O meu volume de negócio está neste aplicativo”, revela.

Apoio

A segurança, incentivo e apoio da mãe de Kelli, Ana Helena, foram essenciais no nascimento do negócio da filha. No ano em que a Papelar foi inaugurada, as duas moravam na mesma casa.

Ao perceber a necessidade que Ana Helena sentia em trabalhar, Kelli decidiu chamá-la para ser sócia no empreendimento. “Minha mãe gosta de atender as pessoas, vender brinquedos. No entanto, devido à idade, ela não conseguiu se adaptar ao trabalho diário”, conta.

Apesar disso, Ana Helena ainda mantém um papel fundamental no negócio da filha. “Ela se tornou minha consultora e um pilar de incentivo para que eu não desistisse em nenhum momento. Além disso, compartilhamos ideias para a melhoria da nossa atividade profissional. Eu confio muito nas orientações que ela me passa”, destaca.

Parceria

Associada à CDL/BH desde 2020, Kelli ressalta a importância em ser uma parceira da entidade. “Precisei de apoio em uma questão jurídica e fui prontamente atendida pelo setor. Na contratação do produto que utilizo, que é o Plano de Saúde, o consultor tirou todas as minhas dúvidas de forma objetiva. Além disso, recebo conteúdos com informações relevantes que tem ajudado muito em meu negócio”, aponta.