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Emprego na indústria cai pelo sexto mês seguido

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O emprego na indústria brasileira registrou queda de 0,7% em setembro, a sexta seguida, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Frente ao mesmo mês do ano passado, a retração foi ainda maior, de 3,9% – o 36º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e mais intenso desde outubro de 2009, quando o indicador recuou 5,4%.


 


Com isso, no terceiro trimestre deste ano, o índice de emprego tem queda de 3,7% e, no ano, de janeiro a setembro, de 2,8% (ambas em relação ao mesmo período de 2013). Em 12 meses, o recuo é de 2,6%.


 


Frente a setembro de 2013, o contingente de trabalhadores diminuiu em 13 dos 14 locais pesquisados, com o principal impacto negativo partindo de São Paulo, onde a queda foi de 4,7%, pressionado pelo dado negativo das indústrias de meios de transporte (-7,0%), máquinas e equipamentos (-6,1%) e produtos de metal (-9,0%), entre outras.


 


No ano, foram registradas taxas negativas em 13 locais e em 15 dos 18 setores investigados, com o maior impacto negativo vindo também de São Paulo (-4,0%). A única pressão positiva veio de Pernambuco, cujo emprego na indústria subiu 0,9%. Na análise por setores, as contribuições negativas mais relevantes partiram de produtos de metal (-7,0%), máquinas e equipamentos (-5,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,9%), entre outros.


 


Após dois meses de alta, a produção da indústria nacional registrou queda de 0,2% em setembro, na comparação com o mês anterior, de acordo com o IBGE.


 


Na comparação com o mesmo período de 2013, a atividade fabril recuou ainda mais, 2,1%, a sétima queda seguida. Considerando o resultado de setembro, o setor acumula baixa de 3,7% no terceiro trimestre, de 2,9% nos nove primeiros meses do ano e de 2,2% em 12 meses.


 


Em setembro, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 1,3% frente ao mês imediatamente anterior. Verifica-se a influência negativa da indústria de transformação (-1,5%), já que o setor extrativo mostrou avanço de 3,2%. Na comparação trimestre contra trimestre anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 3,9%.


 


Na comparação com igual mês do ano anterior, os salários caíram 3,5%, a quarta taxa negativa seguida nesse tipo de confronto e a mais intensa desde novembro de 2013 (-3,6%). No fechamento do terceiro trimestre, o indicador tem queda de 2,9% e no acumulado em nove meses, de 0,1%.


 


A principal influência negativa foi vista em São Paulo (-5,4%), pressionado pela queda nos setores de meios de transporte (-12,5%), alimentos e bebidas (-7,2%), além de máquinas e equipamentos (-5,1%), entre outros.