Notícias - 24 de julho de 2018 Estabilidade da Gestante é a partir da gravidez ou da comunicação à empresa? Apoio ao Comércio De acordo com a legislação, a estabilidade da funcionária gestante é garantida a partir da confirmação da gravidez, inclusive no caso do contrato de experiência ou determinado. Tendo ela direito ao período de licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário. O artigo 10, II, "b" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal/88, confere à funcionária a estabilidade provisória, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto: "Art. 10 – Até que seja promulgada a Lei Complementar a que se refere o artigo 7º, I da Constituição: II – fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto." No entanto, a dúvida de muitos empregadores é se esta estabilidade deve ser conferida a partir da gravidez ou da data em que é comunicado o fato ao empregador. A maioria dos empregadores alegam que não há como conferir a estabilidade à funcionária se desconhece que ela esteja está grávida, sendo, portanto, passível de desligamento. Analisando a situação, podemos compreender que a estabilidade pode decorrer de 03 (três) datas distintas, sendo: Data 1: Data da gravidez em si; Data 2: Data de confirmação da gravidez pelo médico (que pode ocorrer na mesma semana, 1 mês ou até 3 meses depois, dependendo do caso); e Data 3: Data da comunicação por parte da empregada ao empregador. Porém, o entendimento do Poder Judiciário tem sido no sentido de que vale a data da gravidez em si e não a data da comunicação do estado gravídico ao empregador. Ou seja, ainda que a empregada tenha a confirmação médica em novembro que está grávida desde setembro, o fato gerador a ser considerado para fins de estabilidade é o mês de setembro, quando ocorreu a gravidez em si. Destacamos ainda que é proibida a exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado, declaração ou qualquer outro procedimento relativo à comprovação do estado de gravidez. Caso o empregador venha a demitir a funcionária gestante, mesmo que tenha sido comunicado sobre o estado de gravidez em atraso, ele tem a obrigatoriedade em readmiti-la ao quadro da empresa, não sendo possível isso, o empregador fica responsável em indeniza-la, pois a legislação busca assegurar não só a garantia do emprego, mas proteger as condições básicas de sustento do recém-nascido, por meio dos rendimentos da mãe. Fonte: Departamento Jurídico – CDL/BH Publicações similares Apoio ao Comércio 29 de julho de 2026 Lojistas estimam crescimento de até 20% em vendas para o Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH mostra expectativa positiva para a data, com investimento em estoques, promoções e estratégias … Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à …